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CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa
Sociedade 04.12.2019

CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa

CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa

Sociedade 04.12.2019

CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Françoise Hetto-Gaasch, do CSV, questionou recentemente o executivo sobre a eficácia do apoio às vítimas que existe atualmente no Grão-Ducado. De acordo com um estudo recente, 117 crianças portuguesas sofreram abusos e maus tratos às mãos de adultos.

Na sua questão parlamentar Françoise Hetto-Gaasch, do CSV questiona o executivo sobre a eficácia do apoio às vítimas, que existe atualmente no Grão-Ducado e quer lançar o debate sobre os novos instrumentos de assistência que permitem uma resposta ainda mais eficaz.

Em 2018 117 menores de nacionalidade portuguesa sofreram abusos e maus tratos às mãos de adultos, sobretudo do pai, também eles portugueses, de acordo com o relatório nacional sobre violência doméstica realizado no Grão-Ducado. No ano passado foram registadas um total de 276 vítimas menores.  

O recurso à pulseira eletrónica para os agressores expulsos de casa é uma das novas formas de vigilância e segurança da vítima que Françoise Hetto-Gaasch gostaria de ver implementada no país.


Mais de cem crianças portuguesas vítimas de violência doméstica no Luxemburgo
Quatro em cada dez menores que sofrem o flagelo da violência doméstica pertencem à comunidade lusa. Assim como os autores das agressões e ameaças de morte. Mais do que nunca é urgente intervir pois os números estão a aumentar.

Aos agressores que fossem expulsos uma segunda vez, deveria ser-lhes "colocada a pulseira eletrónica", defende esta deputada. Deste modo polícia e a própria vítima saberiam imediatamente se o criminoso tentasse violar a ordem de restrição e aproximar-se da mulher ou filhos.

A adoção da aplicação de "sanções mais pesadas e severas" é outra das propostas de Françoise Hetto para combater as taxas de violência doméstica. Sobretudo para quem volta a cometer este. "Nós temos penas mais longas previstas na lei, mas geralmente não são aplicadas. Mas devem passar a ser", vinca.

Um maior controlo policial em relação aos agressores, penas mais pesadas como forma de dissuasão para estes crimes e uma melhor assistência às vítimas são as propostas da deputada do CSV para combater este grave problema no Luxemburgo.


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