CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa
CSV quer pulseira eletrónica para agressores expulsos de casa
Na sua questão parlamentar Françoise Hetto-Gaasch, do CSV questiona o executivo sobre a eficácia do apoio às vítimas, que existe atualmente no Grão-Ducado e quer lançar o debate sobre os novos instrumentos de assistência que permitem uma resposta ainda mais eficaz.
Em 2018 117 menores de nacionalidade portuguesa sofreram abusos e maus tratos às mãos de adultos, sobretudo do pai, também eles portugueses, de acordo com o relatório nacional sobre violência doméstica realizado no Grão-Ducado. No ano passado foram registadas um total de 276 vítimas menores.
O recurso à pulseira eletrónica para os agressores expulsos de casa é uma das novas formas de vigilância e segurança da vítima que Françoise Hetto-Gaasch gostaria de ver implementada no país.
Aos agressores que fossem expulsos uma segunda vez, deveria ser-lhes "colocada a pulseira eletrónica", defende esta deputada. Deste modo polícia e a própria vítima saberiam imediatamente se o criminoso tentasse violar a ordem de restrição e aproximar-se da mulher ou filhos.
A adoção da aplicação de "sanções mais pesadas e severas" é outra das propostas de Françoise Hetto para combater as taxas de violência doméstica. Sobretudo para quem volta a cometer este. "Nós temos penas mais longas previstas na lei, mas geralmente não são aplicadas. Mas devem passar a ser", vinca.
Um maior controlo policial em relação aos agressores, penas mais pesadas como forma de dissuasão para estes crimes e uma melhor assistência às vítimas são as propostas da deputada do CSV para combater este grave problema no Luxemburgo.
