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Covid-19. Ursula von der Leyen diz que vamos ter férias de verão
Sociedade 3 min. 20.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Ursula von der Leyen diz que vamos ter férias de verão

Covid-19. Ursula von der Leyen diz que vamos ter férias de verão

Foto: Parlamento Europeu
Sociedade 3 min. 20.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Ursula von der Leyen diz que vamos ter férias de verão

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Em declarações ontem ao Expresso, a presidente da Comissão Europeia manifesta-se "otimista quanto às férias", "graças a soluções inteligentes".

Este não será ainda um verão normal para os europeus habituados a viajar para o estrangeiro ou a regressar aos seus países de origem durante os meses mais quentes. Durante o período estival prevê-se que em todo o continente ainda prevaleçam as medidas de distanciamento social e de algum “desconfinamento”. E é nessa medida que “as soluções inteligentes” terão que ser desenvolvidas.

De acordo com o roteiro divulgado na semana passada pelo executivo europeu sobre como conviver com o coronavírus no período pós lockdown, haverá obrigatoriedade de distanciamento social, de testes de despistagem e sorológicos feitos em massa e alguma forma de controle eletrónico de indivíduos, através de apps e de sistemas de aviso por Bluetooth para os telemóveis dos cidadãos europeus. E os países estarão em alerta para a eventualidade de recrudescimento dos surtos.

Por isso, praias cheias, discotecas, restaurantes e esplanadas à pinha talvez não seja o “novo normal” no verão de 2020."É difícil prever como serão os próximos meses, mas o que vejo é que estamos a começar a aprender a viver com o vírus", disse Von der Leyen ao Expresso, referindo, ao mesmo tempo, que os setores económicos estão a desenvolver soluções engenhosas de manter a atividade, garantindo a máxima segurança possível. "Por exemplo, fico impressionada ao ver quão inovadora é a economia, na forma como mudou a produção: os trabalhadores trabalham por turnos, com grupos mais pequenos, com distância social, com novas medidas de higiene", disse a alemã ao Expresso. E isto acontecerá também ao setor do turismo.


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De acordo com as indicações que os países estão a seguir na fase em que estão a começar a aliviar as medidas de lockdown, deverão ser primeiro as escolas a retomar a atividade. Depois, numa segunda fase, as lojas. Numa terceira fase, restaurantes e cafés e, só por último, os espetáculos e as atividades que permitem grandes ajuntamentos, como festivais e concertos. Todas estas atividades, no entanto, estarão sujeitas - previsivelmente durante meses - a restrições.

Atualmente as viagens de e para fora das fronteiras de Schengen continuam restringidas, a não ser em casos de regresso de cidadãos e de deslocação de pessoal médico. A reabertura das fronteiras externas europeias deverá ser discutida em breve, bem como as fronteiras que continuam encerradas entre países vizinhos. As medidas de limitação de movimentos de pessoas também serão gradualmente levantadas e a Comissão Europeia está a aconselhar a utilização de transporte privado.

O primeiro-ministro português numa tentativa de ajudar o setor do turismo em Portugal - que representa cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) - aconselhou os portugueses a fazerem férias dentro do país, seguindo as medidas de segurança que forem sendo divulgadas.

Ontem, à CNN, também o chanceler austríaco Sebastian Kurz disse que o turismo vai ser possível naquele país que é dos primeiros da União Europeia a avançar com as medidas mais avançadas de “desconfinamento”, tornando obrigatório, no entanto, o uso de máscaras nos transportes públicos. “Queremos ter o máximo de liberdade possível”. Sebastian Kurz referiu que o turismo deverá ser possível com “distanciamento social nos restaurantes” e também com medidas como “isolamento de pessoas infetadas”. Refira-se que uma estância de esqui nos Alpes austríacos foi o centro de distribuição de contágios para a Europa quando após as férias de Carnaval os turistas voltaram para os seus diferentes países de origem já contaminados.

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