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Covid-19. Universidade do Luxemburgo tem 14 casos de infeção ativos
Sociedade 2 min. 12.10.2020

Covid-19. Universidade do Luxemburgo tem 14 casos de infeção ativos

Covid-19. Universidade do Luxemburgo tem 14 casos de infeção ativos

Foto: Lex Kleren
Sociedade 2 min. 12.10.2020

Covid-19. Universidade do Luxemburgo tem 14 casos de infeção ativos

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
A Universidade do Luxemburgo tem atualmente 14 casos de infeção por covid-19 ativos. Destes, suspeita-se que seis tenham a mesma origem, mas não se sabe ao certo, revela a insituição.

(Notícia atualizada e retificada às 14:29 no quarto parágrafo.)

A Universidade do Luxemburgo tem atualmente 14 casos de infeção por covid-19 ativos, dos quais seis poderão ter a mesma fonte de origem. A instituição recusa por isso o termo "cluster" utilizado recentemente num artigo na imprensa, visto que não sabe ao certo se estes seis casos estão ligados entre eles. De acordo com a instituição ao jornal, estas pessoas estão em isolamento e as turmas em questão estão a ter aulas a partir de casa. 

A Universidade não confirma, no entanto, se estes incluem só alunos, staff ou ambos. Desde o início da pandemia a instituição contabiliza 60 casos de infeção, entre os 6.700 estudantes e 2.089 membros do staff, incluindo docentes. Sempre que há um caso de infeção detetado entre a comunidade, a turma em questão é colocada em homeschooling por 14 dias. "Incentivamos todos a ficarem em casa se houver um caso positivo mas não podemos obrigar as pessoas a ficar em casa", ressalva no entanto.

Ao mesmo tempo, alunos e staff são encorajados a participar nos testes em larga escala criados pelo executivo. Todos recebem em casa um voucher para fazer um teste gratuito. Desde o arranque do novo ano académico que a Universidade tem em funcionamento um sistema de ensino híbrido, em que as turmas alternam rotativamente entre aulas online e presenciais. Dependendo do curso, as aulas presenciais "podem ter entre 20 a 40 alunos". No caso de turmas maiores, dividimos em vários grupos que têm aulas na Universidade, enquanto os outros grupos mantém as aulas online", explica.  

Outra das grandes preocupações são as residências universitárias, área a que a instituição tem prestado atenção redobrada. "Para os alunos que vivem nas residências, se houver um caso de infeção essa pessoa é colocada em isolamento pela Direçao da Saúde. Quando há alunos que partilham casa com outros estudantes, a Universidade pode pedir aos colegas de quarto (se tiverem estado em contacto com a pessoa doente) que se coloquem em auto-isolamento (mas normalmente a Direçao da Saúde também o pede, esclarece a instituição.


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A Universidade dispõe atualmente de um site de apoio financeiro e psicológico aos alunos, projeto que apesar de existir antes da crise ganhou mais força nos últimos meses. "Temos equipas dedicadas a prestar apoio psicológico aos alunos que se sintam deprimidos ou ansiosos". Os alunos podem ainda candidatar-se a apoio financeiro, por exemplo nos casos em que os estágios ou outras formações profissionais foram canceladas devido à pandemia. 

Eventos presenciais quase inexistentes desde o início da pandemia 

Desde meados de março quase todos os eventos decorreram online, incluindo conferências e seminários. A exceção foi o "Welcome Day", a 14 de setembro, que marcou  o arranque do novo ano, com as habituais atividades de boas-vindas aos novos alunos. Tirando isso, o online será o principal veículo no que toca aos eventos da instituição de ensino.


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