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UE promete cinco tratamentos eficazes contra a covid-19 até ao fim do ano
Sociedade 3 min. 26.10.2021
Fármacos

UE promete cinco tratamentos eficazes contra a covid-19 até ao fim do ano

Fármacos

UE promete cinco tratamentos eficazes contra a covid-19 até ao fim do ano

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 26.10.2021
Fármacos

UE promete cinco tratamentos eficazes contra a covid-19 até ao fim do ano

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Foram escolhidos dez fármacos promissores e foram já assinados quatro contratos de compra conjunta para os países combaterem a quarta vaga que se aproxima. O comprimido da Merck é um dos que está em fase de aprovação, mas não é o único.

A Comissão Europeia identificou dez novas terapêuticas promissoras para tratar pacientes com covid-19 e já assinou quatro contratos públicos para compra em conjunto para os países da União, caso essas terapêuticas venham a ser consideradas eficazes e seguras. 

Segundo a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, o objetivo é autorizar pelo menos três tratamentos nas próximas semanas e, eventualmente, dois outros até ao fim do ano. Assim que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) os aprovar, eles serão disponibilizados aos europeus que sucumbam à covid-19. Quando alguns países se preparam para enfrentar uma possível quarta vaga – mesmo com altas taxas de vacinação – a mensagem é que a vacina é o principal instrumento para deter a pandemia, mas não chega. É preciso também encontrar fórmulas eficazes para tratar quem ficar doente e entregá-las depressa aos países. Sobretudo quando há novas variantes da covid-19 que podem escapar à malha de proteção das vacinas existentes. 

Atualmente existe apenas um medicamento específico para tratamento da covid-19 autorizado para a União Europeia, o remdesivir. 


Investigadores descobrem marcador biológico que antecipa prognóstico da covid-19
O prognóstico decorre da presença de um tipo de proteínas presente nas células dos seres humanos, designadas por ‘proteínas flower’, um sistema descoberto pela primeira vez há cerca de cinco anos.

Os contratos de compra com as farmacêuticas serão feitos pela Comissão em nome dos países que manifestem vontade de adquirir os medicamentos em causa – tal como foi feito com as vacinas (e está agora a ser proposto que se faça noutro setor: o do gás). 

A abordagem de identificação dos tratamentos de ponta foi definida na estratégia da UE em matéria de terapêuticas contra a covid-19, lançada a 6 de maio pela Comissão. A escolha destas novas dez terapêuticas promissoras, de um primeiro grupo de 80 que foi selecionado, foi feita por um grupo de peritos (com técnicos da EMA, do Centro de Prevenção de Doenças Infeciosas, e de peritos indicados pelos países). 

A construção do arsenal de terapias 

O futuro arsenal europeu das dez terapêuticas agora selecionadas (que ainda aguardam aprovação final) respondem a três necessidades que os peritos indicaram: produtos que impeçam as pessoas expostas ao vírus de serem infetadas; que reduzam a necessidade de hospitalização; e que impeçam que a situação dos doentes hospitalizados se agrave até atingir uma fase crítica ou mortal. Com base nestes requisitos foram escolhidos três tipos de fármacos: os anticorpos monoclonais antivirais, os antivirais orais e os imunomoduladores.

Este tipo de tratamentos foram considerados seguros e de qualidade e estão já a ser sujeitos a um “exame contínuo” por parte da EMA, um processo de avaliação dos fármacos ainda quando estão a ser desenvolvidos, para ser mais rápida a autorização de comercialização durante situações de emergências de saúde. Foi este processo expedito que fez com que as vacinas contra a covid-19 tivessem sido aprovadas logo a seguir aos ensaios clínicos conduzidos pelas farmacêuticas. Nesta fase de exame contínuo está também o comprimido da farmacêutica norte-americana Merck, que ontem, 25 de outubro, foi divulgado.

Em relação à covid-19 prolongada, o grupo de peritos não identificou nenhuns fármacos em desenvolvimento seguros e eficazes. 

Os dez da linha da frente 

Na categoria de anticorpos monoclonais antivirais – que replicam os mecanismos que o sistema imunitário usa para se defender do SARS- CoV-2, e são por isso considerados muito seguros - foram escolhidos o Ronapreve (da Regeneron Pharmaceuticals e da Roche), o Xevudy (da Vir Biotechnology e da GlaxoSmithKline) e o Evusheld, da AstraZeneca. 


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Se aprovado, esta pílula oral pode representar um grande avanço na redução das formas graves da doença.

No grupo dos antivirais orais - que bloqueiam a atividade e a replicação do vírus e têm de ser administrados tão rapidamente quanto possível após a infeção - o grupo de peritos identificou três candidatos: o Molnupiravir (da Ridgeback Biotherapeutics e da Merck); o PF-07321332 (da Pfizer) e o AT-527, (da Atea Pharmaceuticals e da Roche). 

No grupo dos imunomoduladores - que são medicamentos que podem regular a reação excessiva dos sistemas imunitários, e que se destinam a pacientes em situação grave – foram identificados quatro fármacos: o Actemra (da Roche), o Kineret (da Swedish Orphan Biovitrum), o Olumiant (da Eli Lilly) e o Lenzilumab (da Humanigen). 

Além desta lista inicial, o grupo de peritos irá seguir outros candidatos que se apresentem como promissores, segundo foi divulgado ontem, dia 25.

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