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UE preparada para eventualidade de terceira dose de vacinação
Sociedade 10.07.2021
Covid-19

UE preparada para eventualidade de terceira dose de vacinação

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UE preparada para eventualidade de terceira dose de vacinação

AFP
Sociedade 10.07.2021
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UE preparada para eventualidade de terceira dose de vacinação

Lusa
Lusa
A União Europeia está "preparada" para a eventualidade de administrar à população uma terceira injeção da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNtech, que os fabricantes propuseram, afirmou hoje a comissária europeia da Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides.

"Estamos desde já preparados para o caso de ser necessário, tanto a nível europeu como de uma estratégia" comum para compra e distribuição de vacinas, declarou a comissária durante uma conferência de imprensa em Madrid, ao lado da ministra espanhola da Saúde, Carolina Darias.

"Trabalhamos continuamente, mas a decisão sobre o assunto virá da ciência", explicou Stella Kyriakides.


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É necessária maior proteção contra as mutações do vírus da covid-19, mais contagiosas. Por isso, os residentes do Luxemburgo deverão ter de levar mais uma dose da vacina após as férias de verão, prevê a especialista Thérèse Staub nesta em entrevista vídeo.

A sua equipa "trabalha constantemente com a Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) e o Centro Europeu de Prevenção de Doenças (ECDC) para adotar uma posição nas próximas semanas ou nos próximos meses", acrescentou.

Apesar do avanço da campanha de vacinação na UE (65% dos cidadãos receberam a primeira dose e 47% as duas), a comissária cipriota avisou: A Europa está "numa situação muito frágil, devido ao aumento de casos constatado em muitos Estados-membros, na sequência da variante Delta".

"O momento não é de relaxar", insistiu. Na quinta-feira, os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram que irão submeter "resultados encorajadores para uma terceira dose da vacina atual" às autoridades reguladoras dos Estados Unidos e da Europa.

As duas empresas consideraram que uma terceira dose poderá reforçar os níveis de anticorpos contra o vírus e igualmente contra a variante Delta, altamente contagiosa.

A norte-americana The Hill publicou um artigo lembrando que alguns cientistas advertiram que os fabricantes de vacinas encontram incentivos financeiros para desenvolver fármacos de reforço e para que o governo invista em mais doses. E que os responsáveis da Saúde dos Estados Unidos especificaram que não está clara que seja necessária uma vacina de reforço.

Anthony Fauci, o principal perito em doenças infecciosas do governo dos EUA, reiterou na quinta-feira que duas injeções das vacinas Pfizer e Moderna protegem inclusive contra a variante Delta.


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No entanto, a Pfizer apontou dados sobre os resultados obtidos com a vacina em Israel.

"Como se vê nos dados do mundo real publicados pelo Ministério da Saúde de Israel, a eficácia da vacina para prevenir infeções e doenças sintomáticas diminuiu, seis meses depois da vacinação, apesar de a eficácia para prevenir doenças graves continuar a ser elevada", precisou a Pfizer.

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