Escolha as suas informações

Covid-19. Sindicato denuncia "pandemónio" no ensino de português no estrangeiro
Sociedade 25.03.2020

Covid-19. Sindicato denuncia "pandemónio" no ensino de português no estrangeiro

Covid-19. Sindicato denuncia "pandemónio" no ensino de português no estrangeiro

Foto: Claude Piscitelli
Sociedade 25.03.2020

Covid-19. Sindicato denuncia "pandemónio" no ensino de português no estrangeiro

Lusa
Lusa
O ensino de português no estrangeiro “está a ressentir-se devido à pandemia provocada pelo vírus covid-19, que impossibilita as aulas presenciais”, explica o SPCL, em comunicado enviado à Lusa.

 O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) denunciou nesta terça-feira que a pandemia de covid-19 está a gerar o “pandemónio” no ensino de português no estrangeiro e que os professores estão a receber “pouquíssimo apoio”.

O ensino de português no estrangeiro “está a ressentir-se devido à pandemia provocada pelo vírus covid-19, que impossibilita as aulas presenciais”, explica o SPCL, em comunicado enviado à Lusa.

“Os 277 professores que ainda exercem no espaço europeu estão a ter pouquíssimo apoio para poderem continuar as suas atividades letivas à distância, visto que a ação das coordenações de ensino tem sido, até agora, extremamente fraca”, relata.

Os professores receberam avisos quando as escolas foram encerradas e pedidos para manterem o contacto com alunos e pais, mas “pouco mais sucedeu”, acrescenta, ressalvando que “muitos alunos e também alguns professores não dispõem dos meios para dar ou ter aulas à distância.

O SPCL recorda que 80% dos alunos do ensino de português no estrangeiro frequentam o 1.° ciclo e, portanto, “não podem utilizar esses meios sozinhos”.

Desde 2011 que o ensino de português no estrangeiro está sob tutela do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, que o SPCL critica por se ter preocupado em “verificar se os professores estariam mesmo nas suas residências, isto é, nos seus postos de trabalho”, mas só hoje ter disponibilizado “um curso de formação ‘online’ para que os professores possam aprender" a dar aulas à distância.

“Se tanto professores como alunos não dispuserem dos meios tecnológicos para tal, os progressos não serão muitos”, antecipa o SPCL.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.


Notícias relacionadas

EDITORIAL: Má sorte chamar-se João
Por Paula Telo Alves - Chamar-se João ou Roger pode determinar o futuro das crianças. Um estudo da Universidade do Luxemburgo indica que os preconceitos dos professores podem estar a prejudicar os alunos portugueses. O caso levou esta semana a eurodeputada Marisa Matias a questionar a Comissão Europeia.
Alemanha: Emigrantes desvalorizam ensino do português
Os coordenadores do ensino do português na Alemanha consideram que a falta de motivação dos alunos pela aprendizagem da língua portuguesa deve-se ao desconhecimento das vantagens do idioma e à falta de incentivo de alguns professores de alemão.