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Covid-19. Países liderados por mulheres têm melhores resultados na luta contra o coronavírus
Sociedade 2 min. 18.08.2020

Covid-19. Países liderados por mulheres têm melhores resultados na luta contra o coronavírus

Covid-19. Países liderados por mulheres têm melhores resultados na luta contra o coronavírus

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 18.08.2020

Covid-19. Países liderados por mulheres têm melhores resultados na luta contra o coronavírus

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Estudo divulgado pelo Fórum Económico Mundial revela que países liderados por mulheres têm, em média, metade das mortes dos estados liderados por homens.

Um estudo  que analisou cerca de 200 países revela que os resultados do combate à covid-19 "são sistematicamente melhores nos países liderados por mulheres".  O relatório publicado pelo Centre for Economic Policy Research e pelo Fórum Económico Mundial, sugere que a diferença é real e "pode ser explicada pelas respostas políticas proactivas e coordenadas" adoptadas pelas líderes femininas. 

Desde o início da actual pandemia, a relação entre as líderes mulheres e a sua eficácia no tratamento da crise da covid-19 tem sido apontada em muitos órgãos de comunicação social.  Mas o sucesso inicial de líderes como a alemã Angela Merkel, a neozelandesa Jacinda Ardern, a dinamarquesa Mette Frederiksen, a taiwanesa Tsai Ing-wen e a finlandesa Sanna Marin não tinham, até agora, despertado atenção académica. 

 O estudo, agora publicado, questiona se existe uma diferença significativa no número de casos COVID e mortes no primeiro trimestre da pandemia, nos países liderados por elas.  A resposta dada pelas investigadoras é positiva. Para chegar a esta conclusão, as autores do estudo analisaram indicadores de 194 países. Os dados recolhidos revelam que, em média, os países geridos por elas têm metade das mortes que os países liderados por homens. 

"Os nossos resultados indicam claramente que as mulheres líderes reagiram mais rápida e decisivamente face a potenciais fatalidades", afirma  Supriya Garikipati, economista de desenvolvimento da Universidade de Liverpool, co-autora do estudo feito em parceria com Uma Kambhampati da Universidade de Reading, em declarações ao jornal The Guardian.  

"Em quase todos os casos, os países liderados por elas entraram em confinamento, mais cedo do que os países dirigidos por líderes masculinos em circunstâncias semelhantes. Embora isto possa ter implicações económicas a longo prazo, tem certamente ajudado estes países a salvar vidas, como evidenciado pelo número significativamente mais baixo de mortes nestes países", acrescenta o estudo.

As investigadoras analisaram as diferentes respostas políticas e o número total de casos e mortes Covid-19 até 19 de Maio, introduzindo uma série de variáveis para ajudar a analisar os dados em bruto e estabelecer comparações fiáveis entre os países. Apenas 19 dos cerca de 200 países analisados são liderados por mulheres.

"Esta análise confirma claramente que quando os países liderados por mulheres são comparados com países semelhantes revelam menos casos, bem como menos mortes", sublinha Garikipati. Embora as líderes femininas "fossem avessas ao risco no que diz respeito a vidas", fechando os seus países significativamente mais cedo do que os líderes masculinos, isso também sugeriu que estavam "mais dispostas a assumir riscos no domínio da economia". Garikipati acrescenta que a evidência de uma "diferença significativa e sistemática" mostrou que mesmo tendo em conta o contexto institucional e outros controlos, "ser liderada por mulheres proporcionou aos países uma vantagem na actual crise". 



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