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Covid-19. Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura
Sociedade 3 min. 15.03.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura

Covid-19. Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 15.03.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Oxford garante que vacina da AstraZeneca é segura

Lusa
Lusa
Vários países suspenderam recentemente a administração do fármaco após problemas de coagulação sanguínea em alguns pacientes, incluindo o Luxemburgo.

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo grupo farmacêutico AstraZeneca com a Universidade de Oxford é segura, garantiu um responsável da universidade que participou na investigação, após preocupações que levaram à suspensão do uso em vários países, incluindo o Grão-Ducado.

Há "evidências muito tranquilizadoras de que não há aumento no fenómeno do coágulo sanguíneo aqui no Reino Unido, onde a maioria das doses na Europa foram administradas até agora", disse hoje à BBC Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group, que desenvolveu a vacina com a AstraZeneca.

O especialista frisou a importância de continuar a vacinação contra o novo coronavírus, que provoca uma doença que apresenta "enorme risco" para a saúde. No domingo, em comunicado, a AstraZeneca disse que "uma revisão cuidadosa" dos dados de segurança disponíveis sobre mais de 17 milhões de pessoas vacinadas na União Europeia e no Reino Unido "não produziu evidências de um risco aumentado de embolia pulmonar, trombose venosa (TVP) ou trombocitopenia em qualquer faixa etária, sexo, lote ou país específico".

"Cerca de 17 milhões de pessoas na União Europeia e no Reino Unido já receberam a nossa vacina e o número de casos de coágulos sanguíneos relatados neste grupo é menor do que as centenas de casos que seriam esperados na população em geral", comparou Ann Taylor, diretora médica, citada no comunicado.

O governo holandês decidiu no domingo suspender o uso desta vacina, por precaução, até 28 de março, depois de "possíveis efeitos colaterais" terem sido relatados na Dinamarca e na Noruega com a vacina AstraZeneca, ainda sem ligação comprovada, de acordo com Ministério da Saúde. Esta segunda-feira, a Irlanda tomou a mesma decisão, depois de relatos de quatro novos casos graves de coágulos sanguíneos em adultos vacinados na Noruega. As autoridades norueguesas identificaram hemorragias cutâneas em jovens vacinados no sábado, e suspenderam a vacina na semana passada, assim como a Dinamarca, Islândia e Bulgária. O Luxemburgo fez o mesmo em relação ao lote ABV5300 da vacina, acrescentando, no entanto, que não foram identificados efeitos secundários graves no país.


OMS diz que não há razão para não usar vacina da AstraZeneca
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou esta sexta-feira que “não há razão para não usar” a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, após a sua utilização ter sido suspensa em vários países europeus como medida de precaução.

Na semana passada, numa conferência de imprensa em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu que não havia qualquer razão para não usar a vacina da AstraZeneca. A porta-voz da OMS sublinhou que os especialistas da organização estão ainda a analisar a informação sobre a formação de coágulos sanguíneos, mas referiu que, por enquanto, não foi estabelecida qualquer relação de causa-efeito.

"Qualquer alerta de segurança deve ser alvo de investigação. Temos que assegurar que estudamos todos os alertas de segurança quando distribuímos as vacinas e temos de passar por eles, mas não existe qualquer indicação para não utilizar [as vacinas]", frisou Margaret Harris.

Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde (DGS) e o Infarmed afirmaram no domingo que a vacina da AstraZeneca pode continuar a ser administrada e frisaram que não há evidência de ligação com os casos tromboembólicos registados noutros países. 

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Autoridades dinamarquesas consideram que ainda há incertezas entre os casos graves de coágulos sanguíneos ocorridos em pessoas que tomaram a vacina e defendem mais tempo para restaurar a confiança da população nas vacinas.