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Covid-19. OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa
Sociedade 2 min. 16.09.2020

Covid-19. OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa

Estudantes do ensino secundário a respeitar o distanciamento físico durante a cerimónia de arranque do novo ano letivo numa escola em Drama, na Grécia.

Covid-19. OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa

Estudantes do ensino secundário a respeitar o distanciamento físico durante a cerimónia de arranque do novo ano letivo numa escola em Drama, na Grécia.
Foto: AFP
Sociedade 2 min. 16.09.2020

Covid-19. OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa

Lusa
Lusa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta terça-feira que a Europa entrou num momento decisivo no combate à covid-19 com o aumento do número de casos, o início do ano letivo e a chegada em breve do outono.

Numa teleconferência de imprensa, o diretor da unidade de Situações de Emergência da OMS, Michael Ryan defendeu estar na altura de parar de "perseguir quimeras" e tomar decisões duras para proteger os mais vulneráveis e manter os jovens na escola, mesmo que isso signifique fazer sacrifícios. "A Europa está a entrar numa estação em que as pessoas regressam aos espaços interiores. A pressão da infeção vai aumentar", afirmou.

Segundo defendeu Michael Ryan, os europeus terão de fazer compromissos para manter os mais jovens e os mais velhos na vida social e a única maneira de o conseguirem "é os adultos manterem uma distância que consiga diminuir o contágio". "O que é que é mais importante: o regresso dos nossos filhos às aulas ou a abertura de discotecas e bares?", questionou.

A OMS registou na sexta-feira passada um número recorde de novos casos num único dia, com 53.873 novos infetados. Maria Van Kerkhove, responsável pela gestão da covid-19 na OMS, estimou que o aumento de casos na Europa se deveu, em parte, ao aumento da capacidade de testes e de vigilância.

No entanto, "este ressurgimento está a atingir níveis mais altos do que os que vimos em abril e maio", disse. "É uma tendência preocupante que não podemos negar", advertiu na mesma conferência de imprensa realizada pela OMS, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a propósito do regresso das crianças à escola.


Rosa Abrantes com a filha Adelina no primeiro dia do regresso às aulas na escola de Strutzbierg, em Dudelange.
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Com pais mais ou menos preocupados, o regresso às aulas arrancou esta terça-feira em todo o país. Os professores garantem estar preparados para enfrentar a pandemia e reagir da forma mais ajustada a cada realidade.

Os dois responsáveis da OMS publicaram um guia atualizado de medidas de saúde para combater a covid-19 nas escolas. "Não existe o risco zero", sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mas as pessoas com menos de 20 anos representam menos de 10% dos casos e menos de 0,2% das mortes.

As escolas só deveriam ser fechadas "como último recurso" e em áreas de transmissão muito alta do coronavírus, considerou, referindo, no entanto, que, apesar de existir hoje uma imagem mais clara de como o novo coronavírus afeta as crianças, há muitas perguntas que continuam sem resposta.


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A frase de um antigo reitor da Universidade de Harvard, Derek Bok, torna-se mais verdadeira cada dia que passa.

Por seu lado, a diretora da Unesco, Audrey Azoulay, enfatizou que metade dos jovens em idade escolar em todo o mundo ainda não voltou às escolas e que 11 milhões de meninas correm o risco de nunca mais voltar. A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 929.391 mortos e mais de 29,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


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