Escolha as suas informações

Covid-19. Médicos alertam para perda auditiva súbita associada à doença
Sociedade 2 min. 14.10.2020

Covid-19. Médicos alertam para perda auditiva súbita associada à doença

Covid-19. Médicos alertam para perda auditiva súbita associada à doença

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 14.10.2020

Covid-19. Médicos alertam para perda auditiva súbita associada à doença

Lusa
Lusa
A perda auditiva súbita e permanente, embora rara, pode estar associada à covid-19 em alguns doentes, alertaram médicos na terça-feira, relatando um "primeiro caso" no Reino Unido.

O caso, relatado no jornal científico BMJ Case Reports, pode significar a existência de mais um sintoma causado pelo novo coronavírus, por ser um possível efeito colateral da infeção. "Apesar da considerável literatura sobre a covid-19 e os vários sintomas associados ao vírus, faltam discussões sobre a relação entre a covid-19 e a audição", lamentam estes especialistas.

Os médicos defendem a triagem para perda auditiva em ambiente hospitalar, incluindo nos cuidados intensivos, onde esta pode ser facilmente perdida, como forma de permitir um tratamento rápido com esteroides e aumentar as probabilidades de recuperação.

Até ao momento, apenas alguns casos associados à covid-19 foram relatados e ainda nenhum tinha sido associado ao Reino Unido. Os autores da publicação descrevem o caso de um homem de 45 anos, com asma, e que esteve internado devido à covid-19. Devido às dificuldades respiratóras, foi ligado a um ventilador e começou a sofrer melhorias após ter recebido tratamentos como remdesivir, esteroides intravenosos e a troca terapêutica de plasma sanguíneo.

Após uma semana da remoção do tubo respiratório, o paciente notou uma sensação de zumbido anormal na sua orelha esquerda, seguida de uma perda auditiva súbita. Segundo os exames realizados, os canais auditivos não estavam bloqueados ou inflamados e os seus tímpanos estavam intactos. Um teste de audição confirmou a perda auditiva na orelha esquerda, que recuperou parcialmente após o tratamento com corticoides.

Após descartadas outras possíveis causas como a gripe, HIV ou artrite reumatoide, os médicos concluíram que a perda auditiva estava associada à covid-19, acrescentam os investigadores.


Covid-19. Segunda infeção em doentes curados pode ser mais grave do que a primeira
Um americano de 25 anos foi reinfetado pelo SARS-CoV-2 e desta vez teve de ser internado com suporte de oxigénio, revela um novo estudo científico que alerta para a fraca imunidade à doença e eficácia da vacina.

O SARS-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, liga-se a um determinado tipo de células que revestem os pulmões e foi recentemente encontrado em células semelhantes no ouvido. Este vírus também gera uma reação inflamatória e um aumento de substâncias que têm sido associadas à perda auditiva, explicam os autores.

O primeiro caso de perda auditiva relacionado com o novo coronavírus tinha sido registado em abril, na Tailândia. A perda auditiva súbita é frequentemente registada por especialistas (otorrinolaringologistas), apontando para números entre os 5 e 160 casos por 100 mil pessoas por ano.

As causas não são claras, mas este défice sensorial pode estar associado, por exemplo, a um vaso sanguíneo bloqueado, mas também a uma infeção viral como o vírus influenza, o vírus do herpes ou citomegalovírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e um mil mortos e mais de 37,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Regresso às aulas. O meu filho está com gripe ou tem covid-19?
Esta será uma das grandes dúvidas dos pais, sobretudo dos mais pequenos, nos próximos meses, por causa dos sintomas semelhantes. Duas pediatras especializadas, do Kannerklinik, Luxemburgo, e do Hospital de Santa Maria, Portugal, dão a resposta e os conselhos mais importantes.
Coronavírus. Pouco se sabe sobre a “ameaça internacional”
Com o eventual encerramento das fronteiras na ordem do dia, o Luxemburgo não adopta nenhuma medida para controlar a propagação do vírus para evitar “alarmismos”. Num quadro de incertezas, a Organização Mundial de Saúde mantém que “o que é verdade hoje pode ser mentira amanhã” e recomenda hábitos de higiéne padrão.