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Covid-19. Higienização das mãos contribuiu para reduzir uso de antibióticos
Sociedade 2 min. 09.05.2021

Covid-19. Higienização das mãos contribuiu para reduzir uso de antibióticos

Covid-19. Higienização das mãos contribuiu para reduzir uso de antibióticos

Sociedade 2 min. 09.05.2021

Covid-19. Higienização das mãos contribuiu para reduzir uso de antibióticos

Outras medidas de combate à pandemia, como a etiqueta respiratória ou a limpeza das superfícies também ajudaram a diminuir o consumo desses medicamentos, segundo o estudo recente da Direção-Geral da Saúde de Portugal.

A higienização das mãos, impulsionada pelo combate à pandemia da covid-19,  através da simples lavagem e/ou do uso do álcool gel, teve efeitos positivos na redução do uso de antibióticos.

Um estudo português, da Direção-Geral da Saúde, concluiu que de 2019 para 2020, triplicou a utilização de solução alcoólica para as mãos e que estas medidas, que ajudam a prevenir as infeções e a transmissão de microrganismos, contribuíram também para reduzir o consumo de antibióticos, no último ano, e para manter a sua eficácia.

Também as  unidades de saúde melhoraram o cumprimento da higiene das mãos em 2020, face a 2019, acentuando a trajetória de aumento de adesão a essa prática, ao longo da última década, e aproximando-se do objetivo definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Em comunicado, a DGS acrescenta que, entre janeiro e setembro de 2020, face ao período homólogo de 2019, a dispensa de medicamentos antibióticos nas farmácias comunitárias desceu 20%. "O consumo de classes de antibióticos mais indutoras de seleção de bactérias resistentes a estes fármacos, nomeadamente quinolonas e carbapenemes, tem também diminuído progressivamente em Portugal", refere o mesmo texto.

No que se refere à vigilância das infeções, houve uma redução importante de múltiplas infeções associadas a cuidados de saúde entre 2018 e 2019, como nas infeções após cirurgia ortopédica, após cesariana ou mesmo em serviços de medicina intensiva.

Além da higiene das mãos, que aumentou 21% desde 2009, ano a partir do qual se iniciou a monitorização desta prática, pelas autoridades de saúde portuguesas, o estudo da DGS assinala "outros indicadores com evolução muito positiva entre 2019 e 2020, nomeadamente ao nível da higienização", como a das superfícies (3,9%) ou cumprimento de medidas de etiqueta respiratória (5,1%) . 

"O somatório destas medidas contribuiu para reduzir o consumo de antibióticos na comunidade".

Por isso, as autoridades portuguesas querem que a prática se mantenham nos mesmos níveis para lá da covid-19 e apostaram em campanhas para a população com foco particular nas crianças e jovens, como executores desta prática de higienização das mãos e também como transmissores da mensagem nos seus vários círculos sociais e familiares.

Sob o mote “Queremos que a COVID-19 desapareça, mas que a higiene das mãos permaneça”, a ideia é lembrar que "20 segundos bastam para evitar infeções e salvar vidas, não só associadas à transmissão do vírus SARS-Cov-2, mas a outras infeções transmissíveis na comunidade".

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