Escolha as suas informações

Covid-19. Grávidas oficialmente classificadas como vulneráveis perante o vírus
Sociedade 2 min. 18.10.2020

Covid-19. Grávidas oficialmente classificadas como vulneráveis perante o vírus

Covid-19. Grávidas oficialmente classificadas como vulneráveis perante o vírus

DR
Sociedade 2 min. 18.10.2020

Covid-19. Grávidas oficialmente classificadas como vulneráveis perante o vírus

Decisão do Conselho Superior Luxemburguês surge como medida de prevenção.

O Conselho Superior Luxemburguês para as Doenças Infecciosas mudou recentemente o estatuto das mulheres grávidas para vulneráveis face ao novo coronavírus. 

Pit Duschinger, presidente da Associação Luxemburguesa de Ginecologia e Obstetrícia, confirmou o estatuto recentemente adoptado para as mulheres grávidas: "Na semana passada, o conselho para as doenças infecciosas lançou novas recomendações, que classificam as mulheres grávidas como vulneráveis face ao vírus", disse à RTL. 

Embora já fosse conhecido antes do início da pandemia que a gravidez aumenta a vulnerabilidade a infecções complicadas e patologias respiratórias, demorou  até que o estatuto fosse oficialmente alterado. 


Covid-19. "As infeções vão continuar a aumentar"
"Os próximos dias serão cruciais", afirma Xavier Bettel.

A nota oficial do conselho superior afirma que demasiadas incógnitas rodeavam o vírus quando este eclodiu pela primeira vez para se chegar à conclusão com total certeza. 

Embora a grande maioria dos estudos relacionados com a questão indique que as mulheres grávidas não enfrentam complicações particulares com a covid-19, estudos recentes apontam para taxas de hospitalização elevadas, o que o conselho considera razão suficiente para alterar o estatuto como medida preventiva. 

Recomendações

O conselho emitiu três recomendações para as mulheres grávidas após a mudança que incluem a limitação dos contactos sociais e manutenção de distâncias de segurança para minimizar os riscos de infecção; bem como a consulta de conselhos obstétricos em caso de infecção e a optimização dos cuidados em termos de riscos de infecção durante o parto.

No entanto, Duschinger salienta que isto não implica que as mulheres grávidas só devam ficar em casa. Uma vez que cada caso é único, com mulheres em papéis e profissões diferentes na vida quotidiana, o Ministério da Saúde decidiu não emitir recomendações universais. 

Em vez disso, cada empregador, que é por lei responsável pelo bem-estar dos seus empregados, precisa de tomar as devidas providências. 

 Haverá riscos para o bebé? Nesse aspeto, o relatório do conselho observa que os estudos sobre as implicações para as crianças em crescimento foram até agora inconclusivos, especialmente os que envolveram o primeiro trimestre de gravidez: "Até esta data, não foram medidos efeitos teratogenéticos, e continuam a ser improváveis quando se observam as particularidades de coronavírus semelhantes".

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.