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"Freedom Day". Reino Unido abandona as restrições sanitárias a partir de hoje
Sociedade 12 19.07.2021
Covid-19

"Freedom Day". Reino Unido abandona as restrições sanitárias a partir de hoje

Covid-19

"Freedom Day". Reino Unido abandona as restrições sanitárias a partir de hoje

AFP
Sociedade 12 19.07.2021
Covid-19

"Freedom Day". Reino Unido abandona as restrições sanitárias a partir de hoje

AFP
AFP
Em Inglaterra, as pessoas voltam a sair à rua sem máscara, a dançar em discotecas ou ao escritório, numa altura em que o país volta aos números de casos do pico da segunda vaga.

Apesar de um aumento exponencial de novos casos no Reino Unido (no fim de semana, registaram-se 41 mortes e 54.674 infeções diárias, o valor mais alto dos últimos seis meses), esta segunda-feira, 19, marca uma nova fase na rotina diária dos britânicos. Uma fase sem as restrições sanitárias a que estavam habituados há mais de um ano e meio. 

Hoje foi apelidado pela imprensa como o "Freedom Day" (Dia da Liberdade) e marca o fim da obrigatoriedade de usar máscara, manter o distanciamento social ou manter-se em teletrabalho. Além disso, os espetáculos e estádios voltar a funcionar com a capacidade total, as discotecas reabrem, os ‘pubs’ voltam a ter serviço ao balcão e o número de pessoas que se juntam deixa de ser limitado.

Segundo a BBC, a imagem nas estações ferroviárias do país na segunda-feira de manhã foi mista: Enquanto muitos fizeram uso da sua nova liberdade e viajaram sem máscaras, outros continuam a usar as medidas protetoras de forma voluntária. Em Londres, no entanto, as máscaras continuam a ser obrigatórias nos transportes públicos. 

A campanha de vacinação avançou a todo o gás no país e, neste moemnto, 88 por cento dos adultos receberam uma primeira vacinação e quase 68 por cento têm a vacinação completa. 

Cenário pode piorar

Apesar do levantamento das restrições e da vacinação a avançar, os peritos advertem que a situação pode ficar fora de controlo. O país voltou a ter mais de 50 mil casos diários, quase tantos como no pico da segunda vaga, no início do ano. Segundo o epidemiologista Neil Ferguson, do Imperial College em Londres, é "quase inevitável" que o número de novas infeções diárias vá excedar os 100 mil. "A verdadeira questão é se vai mesmo duplicar isso, ou até mais", disse Ferguson à BBC no passado domingo. 

Na pior das hipóteses, se o número de admissões hospitalares chegar aos dois mil ou três mil por dia, teriam de voltar a ser tomadas medidas para voltar a controlar a pandemia, advertiu ele. O que o Governo quer evitar, a todo o custo. 


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