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França avança com terceira dose da vacina anticovid a partir dos 65 anos
Sociedade 3 min. 24.08.2021
Covid-19

França avança com terceira dose da vacina anticovid a partir dos 65 anos

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França avança com terceira dose da vacina anticovid a partir dos 65 anos

Foto: dpa
Sociedade 3 min. 24.08.2021
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França avança com terceira dose da vacina anticovid a partir dos 65 anos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Também as pessoas com doenças que aumentem o risco de desenvolverem formas mais graves de covid-19 ou de mortalidade, como a diabetes ou a obesidade, passam a estar abrangidas pela toma de uma dose adicional da vacina.

A França vai avançar com uma dose adicional da vacina anti-covid para pessoas a partir dos 65 anos. 

Segundo a agência AFP, a Alta Autoridade Francesa para a Saúde (HAS, na sigla em francês) recomendou esta terça-feira uma terceira dose, ou segunda no caso da vacina de toma única, para todas as pessoas com 65 anos ou mais e para pessoas com doenças que aumentem o risco de desenvolverem formas mais graves de covid-19 ou de mortalidade resultante da infeção pelo vírus SARS-Cov-2.

Esta dose adicional da vacina anti-covid para os grupos agora designados deverá ser  administrada ao mesmo tempo que a vacina contra a gripe, a partir do final de outubro. Recorde-se que em meados deste mês, o Governo francês já tinha anunciado uma campanha de reforço vacinal contra o vírus a começar a partir de setembro para os mais idosos e pessoas "de muito alto risco", com o objetivo de reforçar a sua imunidade contra a covid-19. 


França avança com terceira e até quarta dose da vacina, em setembro
Cinco milhões de pessoas mais idosas e “de muito alto risco” vão começar a receber o reforço vacinal, a partir do próximo mês, em França. Cerca de 100 mil podem precisar de uma quarta dose.

Essa campanha, que visava cerca de cinco milhões de pessoas, dirigia-se, sobretudo, a residentes em lares e unidades de cuidados de longa duração, idosos com mais de 80 anos, bem como pessoas "com risco muito elevado de desenvolver formas graves" de covid-19 "imunodeprimidos", detalha a AFP.

Esta segunda-feira à noite, o Ministro da Saúde Olivier Véran tinha anunciado, na BFM TV, uma campanha de vacinação com uma dose adicional para os cidadãos com idades a partir dos 65 anos e doenças que agravassem o risco de severidade ou mortalidade por covid-19 , mas estava à espera da luz verde da HAS, que foi dada esta terça-feira.

 "Após análise dos dados disponíveis, a HAS propõe uma dose impulsionadora com uma vacina de mRNA [Pfizer ou Moderna] para pessoas com 65 anos ou mais, bem como para pessoas com comorbidades que aumentam o risco de formas graves de covid-19", refere a autoridade numa declaração.

As comorbidades que expõem os pacientes a um risco acrescido de desenvolver forma grave de covid-19, como diabetes ou obesidade, abrangem uma população muito mais vasta do que as consideradas como de "risco muito elevado".

Apesar de não haver total consenso científico sobre a necessidade de uma terceira dose da vacina contra a covid-19 e das críticas da Organização Mundial de Saúde, que pediu aos países ricos que adiassem essa decisão para setembro, lembrando que "o resto do mundo está à espera da primeira dose", o número de países que já avançou com o terceira dose começa a crescer.


67,5% dos residentes maiores de 12 anos têm vacinação completa no Luxemburgo
A estratégia de testagem em larga escala “tal como a conhecemos vai acabar no dia 15 de setembro”. O Governo vai focar-se no diagnóstico através de testes rápidos de antigénio, sobretudo nos lares e nas escolas, e nos testes serológicos.

O Luxemburgo começou a vacinar alguns segmentos mais frágeis da população, com uma terceira dose, ainda em julho. Apesar disto, Paulette Lenert avisou, então, que pensar numa terceira dose para a população não era uma prioridade para o Luxemburgo. Embora o país se mantivesse atento aos outros estados que já tinham decidido administrar uma terceira dose da vacina.

A 11 de agosto, o Diretor da Saúde, Jean-Claude Schmit, afirmou em conferência de imprensa que o Luxemburgo iria manter a sua estratégia de reforço vacinal com uma terceira dose apenas para quem fosse considerado “altamente vulnerável” à covid-19, como os doentes transplantados, afirmando que uma decisão sobre o mesmo tipo de reforço para a população idosa aguardava ainda o parecer do Conselho Nacional das Doenças Infeciosas.

Portugal ainda não está a administrar doses adicionais da vacina contra a covid-19, mas, segundo o jornal Público, esta terça-feira, o vice-almirante Gouveia e Melo, coordenador da task- force responsável pela campanha de vacinação portuguesa avançou que estava a ser analisa pela DGS a possibilidade de serem vacinadas "100 mil pessoas", respeitantes a "casos muito pontuais" de pessoas imunodeprimidas ou com patologias que requeiram tratamentos que diminuam as defesas do organismo.

A Grécia é o mais recente país a anunciar uma terceira dose da vacina contra a covid-19, que, refere a Lusa, vai administrar a partir de setembro à sua população mais vulnerável, para combater a propagação da variante Delta. 

Com agências

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Ainda não se sabe se uma terceira dose da vacina anticovid-19 vai ser necessária, mas se for o caso, o Luxemburgo está preparado para esse facto. A garantia é dada pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, numa resposta parlamentar ao deputado do ADR, Jeff Engelen.