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Covid-19. EUA e Brasil registam menos de 600 mortes diárias
Sociedade 3 min. 04.08.2020

Covid-19. EUA e Brasil registam menos de 600 mortes diárias

Covid-19. EUA e Brasil registam menos de 600 mortes diárias

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 04.08.2020

Covid-19. EUA e Brasil registam menos de 600 mortes diárias

Os Estados Unidos registaram 532 mortos e 48.463 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas. Já Brasil registou 561 mortes e 16.641 casos de covid-19.

Os últimos números elevam o total de mortes para 155.366 e o de casos confirmados para 4.711.323.

O balanço realizado às 20:00 de segunda (01:00 de hoje em Lisboa) pela agência de notícias Efe apontou ainda que apesar de Nova Iorque não ser mais o estado com o maior número de infeções, ainda é a mais atingido em termos de mortes nos Estados Unidos, com 32.719, mais do que França ou Espanha.

Só na cidade de Nova Iorque, 23.550 pessoas morreram.

Nova Iorque é seguida pela vizinha New Jersey com 15.846 mortos, Califórnia com 9.441 e Massachusetts com 8.648.

Outros estados com grande número de mortes são Illinois com 7.723, Pensilvânia com 7.224, Florida com 7.157, Texas com 7.003, ou Michigan com 6.467.

Em termos de infeções, a Califórnia tem 516.839, seguida da Florida com 491.884, o Texas com 456.277, e o quarto é Nova Iorque com 416.843.

O saldo provisório de mortes já excedeu em muito as mais baixas estimativas da Casa Branca.

O Presidente norte-americano estava confiante de que o número final seria entre 50 mil e 60 mil mortes, embora mais tarde tenha subido a estimativa para 110 óbitos, um número que também foi excedido.

Já o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, cujos modelos de previsão da evolução da pandemia têm servido de base para os cálculos feitos a partir da Casa Branca, indica atualmente que os Estados Unidos vão chegar às eleições presidenciais de 03 de novembro atingir os 230 mil.

Brasil 

O país soma agora 94.665 óbitos e 2.750.318 infeções provocadas pelo novo coronavírus, segundo o mesmo levantamento do executivo.

Segundo o mesmo portal, 1.912.319 pacientes já são considerados recuperados da doença e outros 743.334 permanecem em acompanhamento.

Já o consórcio de empresas de comunicação social que também divulga os números da pandemia recolhidos junto das secretarias de saúde dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal anunciou que o país somou 18.043 casos da doença no último dia, atingindo um total de 2.751.665 infeções.

Nas últimas 24 horas, este consórcio confirmou 572 mortes devido ao novo coronavírus, contabilizando agora um total de 94.702 óbitos.

Hoje, o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, declarou numa conferência de imprensa que a pandemia no Brasil continua a ser muito preocupante.

"A situação no Brasil continua a ser muito preocupante, com muitos estados a relatarem um alto número de casos. A contagem média diária é de 60 mil [novos] casos e mais de mil mortes por dia", afirmou Ryan.

O responsável da OMS apelou ao Brasil e a outros países na mesma situação, como o México e os Estados Unidos, que façam a sua parte para "detetar e isolar casos, rastrear contactos, quando possível, e criar condições nas quais a doença não se pode espalhar facilmente".

Michael Ryan avaliou que o Brasil terá um longo caminho até sair da crise sanitária e sugeriu que as autoridades repensem as suas estratégias para superar a pandemia.

Já o Governo brasileiro fez saber, num balanço realizado na tarde de hoje, que tem agido para combater a doença e anunciou ter distribuído 8.923 ventiladores pulmonares pelo país.

O Ministério da Saúde destacou igualmente que habilitou e entregou 11.353 camas de tratamento intensivo usadas por pacientes em estado grave e foi responsável pela distribuição de 216 milhões de unidades de equipamentos de proteção para médicos e enfermeiros.

O Ministério informou ainda que o Governo estuda uma medida provisória para viabilizar 100 milhões de doses da vacina de Oxford contra a Covid-19 no Brasil. A proposta prevê um crédito extraordinário no orçamento do Governo brasileiro em 1,9 mil milhões de reais (cerca de 300 milhões de euros). 

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