Escolha as suas informações

Pfizer. Aumento gradual de risco de infeção após 90 dias da segunda dose
Sociedade 2 min. 26.11.2021
Vacina

Pfizer. Aumento gradual de risco de infeção após 90 dias da segunda dose

Vacina

Pfizer. Aumento gradual de risco de infeção após 90 dias da segunda dose

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 26.11.2021
Vacina

Pfizer. Aumento gradual de risco de infeção após 90 dias da segunda dose

Lusa
Lusa
Estudar o período de tempo desde a vacinação e o risco de infeção pode fornecer pistas importantes sobre a necessidade de uma terceira injeção e o melhor momento de a administrar, segundo a revista The BMJ.

Um estudo constatou um aumento gradual no risco de infeção 90 dias após se receber uma segunda dose da vacina da Pfizer-BioNTech. Os resultados sugerem que poderia estar justificada a ponderação de uma terceira dose, assinalam os responsáveis do estudo publicado na revista The BMJ.

O estudo do Leumit Health Services Research Institute, em Israel, confirma que a vacina Pfizer-BioNTech forneceu “excelente proteção” nas primeiras semanas após vacinação, mas sugere que isso diminui para alguns indivíduos com o tempo.

Estudar o período de tempo desde a vacinação e o risco de infeção pode fornecer pistas importantes sobre a necessidade de uma terceira injeção e o melhor momento de a levar, explica um comunicado da revista.


Luxemburgo. Duas mortes associadas à covid-19 e 335 novos casos
Existem 3.984 infecções ativas no Luxemburgo, enquanto 83.258 pessoas já recuperaram do vírus.

Os investigadores examinaram os registos electrónicos de saúde de 80.057 adultos (com uma média de idades de 44 anos), que se haviam submetido a um teste de PCR pelo menos três semanas após a segunda dose e que não tinham provas de infecção anterior por covid-19.

Destes 80.057 participantes, 7973 (9,6%) tiveram um resultado positivo no teste e estes indivíduos foram comparados com controlos negativos da mesma idade e grupo étnico que se submeteram à prova na mesma semana.

Segundo o estudo, a taxa de resultados positivos aumentou com o tempo decorrido desde a segunda dose – por exemplo, em todos os grupos etários, 1,3% dos participantes deram positivo entre os 21 e 89 dias depois da segunda dose, mas este número aumentou para 2,4% depois de 90-119 dias, para 4,6% depois de 120-149 dias, para 10,3% após 150-179 dias e para 15,5% depois de 180 dias ou mais.

Após ter em conta outros factores potencialmente influentes, os cientistas encontraram “um risco significativamente maior” de infecção concomitante com o tempo decorrido desde uma segunda dose, concluiu a nota.

Os investigadores reconhecem que a interpretação dos seus resultados está limitada pela observação feita e não podem descartar a possibilidade de que outros factores não medidos, como o tamanho da amostra, a densidade de população ou a variante do vírus, possam ter contribuído para o efeito.

No entanto, este é um grande estudo de pessoas que receberam a mesma vacina e uma análise pormenorizada dos dados foi possível, “o que sugere que os resultados são sólidos”.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas