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Covid-19. Estudo conclui que risco de mortalidade da variante inglesa é 64% superior
Sociedade 2 min. 11.03.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Estudo conclui que risco de mortalidade da variante inglesa é 64% superior

Covid-19. Estudo conclui que risco de mortalidade da variante inglesa é 64% superior

Foto: AFP
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Covid-19. Estudo conclui que risco de mortalidade da variante inglesa é 64% superior

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Investigação publicada, esta quarta-feira, na conceituada revista britânica de medicina British Medical Journal alerta para a necessidade de "mais medidas coordenadas e rigorosas" para reduzir o risco de mortalidade acrescido desta variante.

Um estudo publicado, esta quarta-feira, 10 de março, na revista de medicina britânica, British Medical Journal (BMJ), conclui que a variante inglesa da covid-19 não é apenas mais contagiosa, é também 64% mais mortal que a estirpe mais comum do SARS-CoV-2.

A investigação, citada pela AFP, confirma as estimativas de janeiro de algumas entidades britânicas que já apontavam para um risco mais elevado de mortalidade associado à variante B.1.1.7., entre as pessoas infetadas.

De acordo com a investigação realizada pelas universidades de Exeter e de Bristol, em 1.000 casos identificados, a variante inglesa provoca 4,1 mortes por comparação com as 2,5 provocadas pela primeira versão dominante do novo coronavírus.


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As previsões dos cientistas apontam para o risco sério do crescimento das infeções, com um pico de 330 casos diários em maio, um número menor do que inicialmente estimado.

"Existe uma alta probabilidade de que o risco de mortalidade aumente com uma infeção" com essa variante, refere o artigo.

De acordo com a AFP, o NERVTAG - grupo que aconselha o Governo britânico - admitiu haver uma "possibilidade realista" de que esta variante tivesse uma mortalidade maior.  Este grupo estimou que a letalidade (risco de morte entre as pessoas infetadas) da variante inglesa poderia ser entre 30% e 40% maior que as restantes, baseando-se em vários estudos, entre os quais o que foi validado com a sua publicação esta quarta-feira na revista BMJ.  

Os investigadores deste estudo basearam-se nos dados de 110.000 pessoas que testaram positivo, na comunidade, entre outubro de 2020 e janeiro de 2021. Metade estava infetada pela variante clássica do SARS-CoV-2 e a outra pela variante inglesa (VOC 202012/01 ou  B.1.1.7), concluindo que a segunda pode ser 64% mais mortal.


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Além da variante inglesa, que se tornou prevalente, as autoridades de saúde britânicas estão a monitorizar mais sete variantes no país, das quais três são consideradas preocupantes.

"A taxa de risco de mortalidade associada à infeção com VOC-202012/1 [ou B.1.1.7] em comparação com a infeção com variantes anteriormente em circulação foi de 1,64 (95% num intervalo de confiança de 1,32 a 2,04) em doentes que testaram positivo para covid-19 na comunidade. Neste grupo de risco comparativamente baixo, isto representa um aumento nas mortes de 2,5 para 4,1 por 1000 casos detetados", escreve a equipa na apresentação de resultados, no artigo da BMJ.

Na mesma publicação, os investigadores concluem que "a probabilidade de o risco de mortalidade ser aumentado por infeção com VOC-202012/01 é elevada" e que "se esta descoberta for generalizada a outras populações, a infeção com VOC-202012/1 tem o potencial de causar uma mortalidade adicional substancial em comparação com as variantes anteriormente em circulação". 


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Entre 1 e 7 de março morreram 24 pessoas, por comparação com as 12 da última semana de fevereiro. Internamentos também registaram "um aumento acentuado".

"O planeamento da capacidade dos serviços de saúde e as políticas de controlo nacionais e internacionais são afetados por esta descoberta, com o aumento da mortalidade a adicionar peso ao argumento de que mais medidas coordenadas e rigorosas se justificam para reduzir as mortes por SARS-CoV-2", referem os cientistas.

Esses dados "reforçam a importância de que as pessoas se vacinem", acrescenta às conclusões do estudo Simon Clarke, da Universidade de Reading, citado pelo organismo britânico Science Media Centre.

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