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Covid-19. Empresas de entrega de comida estão a criar alternativas
Sociedade 2 min. 19.03.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Empresas de entrega de comida estão a criar alternativas

Covid-19. Empresas de entrega de comida estão a criar alternativas

Foto: Shutterstock
Sociedade 2 min. 19.03.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Empresas de entrega de comida estão a criar alternativas

Diana ALVES
Diana ALVES
"Take away" e entregas em casa são nesta altura a única forma de os restaurantes continuarem a faturar.

É o quotidiano a mudar para fazer face à Covid-19. Restaurantes e serviços de entrega de refeições em casa estão a implementar medidas para que o setor da restauração sobreviva ao coronavírus Covid-19.

A plataforma Wedely, que faz entregas ao domicílio de dezenas de restaurantes no Luxemburgo, acaba de criar um sistema em que o funcionário que faz a entrega não tem contacto com cliente. No seu site, o serviço explica que tem em vigor um sistema de "contactless drop-off" (entrega sem contacto, na tradução portuguesa). Uma vez que o pagamento é feito através da Internet, o funcionário que faz a entrega deixa a encomenda em frente à porta do cliente, avisando-o depois por telefone.

Também a Foostix, uma plataforma do mesmo género, está a promover a entrega de refeições ao domicílio, através de descontos especiais durante este período de crise. 


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O GroupLunch, que faz entregas de almoços a empresas, garante nas redes sociais que está a respeitar as regras de higiene e limpeza para limitar os riscos de transmissão do vírus. O serviço acrescenta que está em contacto permanente com os empregados para se certificar que nenhum esteve em contacto com pessoas expostas a casos de infeção confirmados.

De acordo com a Horesca, além das plataformas de entrega, os próprios restaurantes estão alterar os seus sistemas de entrega de forma a minimizar ou mesmo a evitar o contacto físico entre o estabelecimento e o consumidor. O objetivo é assegurar ao cliente uma transação segura e dentro do respeito das medidas preventivas em vigor.


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 Recorde-se que a Horesca – a federação que representa hóteis, restaurantes e cafés – pediu à população que continue a consumir nos restaurantes que propõem o serviço de take away ou entregas em casa de modo a que o negócio no setor não fique totalmente paralisado. Segundo números divulgados à Rádio Latina pelo secretário-geral da Horesca, o encerramento obrigatório decretado pelo Governo poderá implicar perdas nas receitas na ordem dos 120 milhões de euros por mês.

O estado de emergência no Luxemburgo foi declarado na terça-feira, 17 de março por um período de três meses, para conter a pandemia do Covid-19. Quem sair de casa sem precisar paga multa de 145 euros

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