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EMA analisa novo efeito secundário "muito raro" de vacina da AstraZeneca
Sociedade 3 min. 09.09.2021
Covid-19

EMA analisa novo efeito secundário "muito raro" de vacina da AstraZeneca

Covid-19

EMA analisa novo efeito secundário "muito raro" de vacina da AstraZeneca

Sociedade 3 min. 09.09.2021
Covid-19

EMA analisa novo efeito secundário "muito raro" de vacina da AstraZeneca

O síndrome de Guillain-Barré, que já tinha sido associado à Janssen, a vacina da Johnson & Johnson, pode também ocorrer nas vacinas da AstraZeneca, apesar de ser um efeito secundário "muito raro", refere o regulador europeu.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) relatou, esta quarta-feira, um novo efeito secundário para a vacina Vaxzevria (da AstraZeneca).

O síndrome de Guillain-Barré, que já tinha sido associado à Janssen, a vacina da Johnson & Johnson, pode também ocorrer nas vacinas da AstraZeneca, apesar de ser um efeito secundário "muito raro". 


Bruxelas e AstraZeneca chegam a acordo e UE recebe mais 300 milhões de vacinas
Este acordo prevê que a AstraZeneca entregue, para além das cerca de 100 milhões de doses entregues até ao final do segundo trimestre, outras 200 milhões de doses de vacinas.

 De acordo com a EMA, 833 casos foram notificados em todo o mundo até 31 de julho, em mais de 592 milhões de doses de vacina AstraZeneca administradas, em todo o mundo, até 25 de julho. A categoria de frequência atribuída, pela   Agência Europeia de Medicamentos a este efeito é "muito rara", uma vez que ocorre em menos de uma em cada 10.000 pessoas. No entanto, o Comité de Avaliação dos Riscos em Farmacovigilância da EMA identificou "uma possibilidade razoável" de danos neurológicos, afirmou o regulador europeu numa declaração, citada pela AFP. 

A síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio nervoso periférico caracterizado por fraqueza e mesmo paralisia progressiva. Na maioria das vezes começa nas pernas e por vezes progride para os músculos respiratórios e depois para os nervos da cabeça e pescoço. A EMA recomendou, por isso, uma atualização do aviso incluído na informação sobre a vacina desde julho, para sensibilizar os profissionais de saúde e as pessoas que recebem a AstraZeneca para os potenciais riscos associados. 

O aviso também serve para os inoculados com a vacina estarem atentos e procurarem aconselhamento médico imediata se desenvolverem fraqueza e paralisia das extremidades que podem progredir para o peito e para a cabeça.

Desde abril que as autoridades judiciais luxemburguesas estão a  investigar a morte "suspeita" de uma mulher de 74 anos duas semanas após a sua vacinação com AstraZeneca. Ao Luxemburguês Wort, o Ministério Público afirmou que "aguardava uma análise mais aprofundada" para estabelecer a causa precisa da morte.


Covid-19. Tratamento da AstraZeneca com eficácia de 77%
A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou hoje que o tratamento experimental que está a desenvolver para a prevenção da covid-19 reduz em 77% o risco de desenvolver uma forma sintomática da doença em pacientes frágeis.

Este fim de semana, a  Agência Europeia do Medicamento anunciou que está também a avaliar o risco de desenvolvimento de síndrome inflamatória multissistémica e tromboembolismo venoso após a notificação de novos casos envolvendo a toma de vacinas contra a covid-19.

Em causa está o caso de um jovem de 17 anos, na Dinamarca, que desenvolveu síndrome inflamatória multissistémica, uma inflamação generalizada que afeta vários órgãos, depois de ter recebido a vacina do consórcio Pfizer/BioNTech. Embora o jovem já tenha recuperado "por completo", a situação  chamou a atenção da comunidade científica, uma vez que não tinha antecedentes de ter contraído a covid-19, à qual tem estado associada a síndrome inflamatória multissistémica, afetando sobretudo crianças.

Segundo o regulador europeu do medicamento, não é ainda claro que os casos reportados tenham uma relação direta com a administração da vacina, pelo que "nesta etapa não há alterações nas recomendações atuais" para o uso das vacinas contra a covid-19.  No entanto, a investigação prossegue.

A EMA está ainda  a rever os dados sobre casos de tromboembolismo venoso (coágulos sanguíneos nas veias) em pessoas que receberam a vacina de dose única da farmacêutica Janssen.

Com agências

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