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Covid-19. Comissão Europeia quer evitar os números da primavera sem fechar a economia
Sociedade 2 min. 24.09.2020

Covid-19. Comissão Europeia quer evitar os números da primavera sem fechar a economia

Covid-19. Comissão Europeia quer evitar os números da primavera sem fechar a economia

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 24.09.2020

Covid-19. Comissão Europeia quer evitar os números da primavera sem fechar a economia

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
“Temos que evitar novos lockdowns a todo o custo”, salientou a comissária europeia da Saúde.

“Estou muito preocupada com o que estamos a ver e com o que vai acontecer nos próximos meses”, disse a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, numa comunicação conjunta com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (CEPCD). “Temos que evitar a situação em que os governos não terão outra solução senão impor lockdowns generalizados. Isso seria muito prejudicial”. É preciso, disse, “fazer soar os alarmes” e aumentar as medidas preventivas. “Esta pode ser a nossa última hipótese de evitarmos a situação da primavera”, sintetizou. 

Comunicação dirigida aos jovens 

A Comissão Europeia e o CEPCD divulgaram hoje, dia 24, as novas diretrizes para as autoridades de saúde europeias. O momento serviu de oportunidade para Stella Kyriakides alertar para a “responsabilidade” de todos, numa altura em que há países que estão com “números piores do que em março”, quando a Europa entrou em confinamento.

Uma das recomendações para os Estados-membros foi a de que houvesse comunicação dirigida especificamente para os jovens, grupo populacional onde a doença se está a propagar mais rapidamente. “É preciso que as autoridades passem a mensagem de que a doença pode ser grave, mesmo para os mais novos. E que todos temos que ser responsáveis”, salientou Andrea Ammon. “Não estamos aqui para culpar os jovens. Mas temos visto uma mudança nos números. A comunicação tem que visar e ser adequada aos vários públicos alvo“, disse Kyriakides.

Festas e jantares de família 

Quanto aos locais que têm sido os maiores focos de infeções, Ammon salientou que eles estão a ser as “reuniões privadas, festas, grandes jantares de família”.

Embora várias escolas europeias já tenham fechado, ou feito quarentenas parciais, desde o início do ano letivo, o CEPCD continua a acreditar que estes locais não são os centros de propagação que se imaginou no início da pandemia: “O fecho preventivo de escolas não se recomenda como estratégia de contenção da covid-19 nesta fase”, lê-se nas recomendações dirigidas às autoridades sanitárias, “por haver pouca evidência de as escolas serem fonte de transmissão de SARS-CoV-2 na comunidade”.

Efeito “cansaço covid-19”

As recomendações agora emitidas pelos CEPCD continuam a ser de manter distância social, usar máscaras em zonas públicas e higiene das mãos. Ao mesmo tempo, o CEPCD recomenda que se evitem o mais possível aglomerados de pessoas.

Quanto às recomendações aos governos pede-se que sejam adotadas estratégias que levem em conta o comportamento das várias comunidades e que sejam aumentados os testes e os sistemas de contacto e vigilância de infetados. Lutar contra a desinformação é outra das recomendações das autoridades de saúde europeias.

Stella Kyriakides salientou que, no geral, há um “cansaço de covid-19”, que leva as pessoas a relaxarem as medidas a que antes se sujeitavam, mas que, sem vacina, não é o momento de respirar fundo.

“A imunidade de grupo na Europa é no máximo 15% em certas zonas”, disse Andrea Ammon, pelo que é um fator sem relevo na contenção da doença. “Não podemos, de modo nenhum, confiar na imunidade de grupo”, sintetizou.

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