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Covid-19: Comissão Europeia pede aos países da UE para transferirem já pacientes
Sociedade 3 min. 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19: Comissão Europeia pede aos países da UE para transferirem já pacientes

Covid-19: Comissão Europeia pede aos países da UE para transferirem já pacientes

Foto:AFP
Sociedade 3 min. 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19: Comissão Europeia pede aos países da UE para transferirem já pacientes

Lusa
Lusa
O executivo comunitário vai mobilizar 220 milhões de euros para transferência de pacientes com covid-19 para outros países da UE, visando evitar a rutura nos sistemas de saúde nacionais, nomeadamente nos cuidados intensivos.

A Comissão Europeia pediu hoje aos Estados-membros da União Europeia (UE) para começarem já a transferir pacientes com covid-19 para outros países devido ao “risco real” de os hospitais ficarem “saturados” pelo aumento de internamentos.


Segunda vaga ameaça saúde dos hospitais europeus
Depois da República Checa, a Bélgica superou a barreira dos dois mil doentes em estado crítico, internados nas unidades de cuidados intensivos. Face ao colapso iminente, os Chefes de Estado apelam à responsabilidade.

“Há um risco real de os sistemas de saúde ficarem agora saturados, devido ao aumento do número de casos, e ao nível da UE esperamos que exista, o mais rapidamente, colaboração e solidariedade para podermos enfrentar a atual situação”, declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, falando em conferência de imprensa após a reunião dos ministros europeus com esta tutela.

Assim, “estamos a pedir aos Estados-membros que respondam aos avisos prévios da Comissão e organizem transferências transfronteiriças de pacientes e disponibilizem camas nos hospitais”, concretizou a responsável, nas declarações aos jornalistas por via digital, como decorreu também a reunião dos ministros da Saúde.


Luxemburgo poderá vir a receber doentes da Bélgica
Bélgica é um dos países mais afetados pela segunda vaga da pandemia.

Isto poderia permitir, por exemplo, transferir doentes com covid-19 da Bélgica, que é o Estado-membro com mais casos face à dimensão da população, para países vizinhos, como o Luxemburgo.

“O que é importante perceber é que estamos a trabalhar com a informação que nos é disponibilizada por parte dos Estados-membros relativamente à sua capacidade nos cuidados intensivos”, contextualizou Stella Kyriakides.

“Se não tivermos informação, não seremos capazes de avançar”, insistiu a comissária europeia, apelando à troca de informação precisa e atualizada entre os países da UE.

Após a Europa ter registado, na semana passada, um total de 1.104.121 novos casos positivos de covid-19, Stella Kyriakides deixou a garantia de que a UE será “capaz de reduzir os números desta pandemia, como já foi anteriormente”, mas vincou que, para isso, “é preciso atenuar o fardo sobre os sistemas de saúde”.

“Temos vindo a apoiar os Estados-membros para que estivessem preparados e eles estão hoje muito mais bem preparados do que estavam na primeira vaga”, assegurou a responsável, instando a um “esforço conjunto” para enfrentar esta segunda vaga de infeções, em que “os cidadãos têm um importante papel a desempenhar”.

As declarações surgem depois de, na quinta-feira à noite, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ter anunciado que o executivo comunitário iria mobilizar 220 milhões de euros para transferência de pacientes com covid-19 para outros países da UE, visando evitar a rutura nos sistemas de saúde nacionais, nomeadamente nos cuidados intensivos.

“Vamos disponibilizar 220 milhões de euros para financiar o transporte transfronteiriço seguro de pacientes nos casos em que isso for necessário”, declarou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

Falando em conferência de imprensa após uma reunião entre os chefes de Estado e de Governo da UE sobre a covid-19, a líder da Comissão Europeia vincou que, para realizar essa transferência de doentes e o dinheiro em causa ser “bem utilizado, é preciso haver troca de informação” entre os países.

“Quanto mais os Estados-membros partilharem informação [uns com os outros], melhor poderemos coordenar a resposta. […] Por exemplo, se tivermos melhor partilha de dados sobre a capacidade dos cuidados intensivos, e onde existe menos capacidade, podemos permitir o transporte de pacientes e isso pode ser organizado atempadamente”, adiantou Ursula von der Leyen.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,182 milhões de mortos e mais de 45,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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