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Covid-19. Atividade física pode ajudar a reduzir sintomas e gravidade da doença
Sociedade 2 min. 23.05.2022
Pandemia

Covid-19. Atividade física pode ajudar a reduzir sintomas e gravidade da doença

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Covid-19. Atividade física pode ajudar a reduzir sintomas e gravidade da doença

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 23.05.2022
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Covid-19. Atividade física pode ajudar a reduzir sintomas e gravidade da doença

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O envolvimento regular em atividades físicas pode ser uma das ações chave que os indivíduos podem realizar para minimizar as consequências adversas da covid-19, apontam as conclusões de um estudo realizado no âmbito do projeto "Predi-Covid", conduzido pelo Instituto da Saúde do Luxemburgo.

Um consórcio de instituições luxemburguesas da área da saúde concluiu, num estudo recente, que as pessoas que eram mais ativas fisicamente antes de serem infetadas com covid-19 não só apresentaram sintomas menos graves da doença, como também revelaram menos probabilidades de desenvolver formas mais severas da infeção, como a fadiga, tosse seca e dores no peito.

Esta investigação, publicada no final de abril no British Medical Journal, e divulgada esta segunda-feira, faz parte do projeto nacional "Predi-Covid". Este projeto foi lançado em 2020 e entre os seus objetivos está o de determinar quais os perfis de pacientes que podem ser associados a um prognóstico mais grave da doença.

Ainda que o risco de formas mais graves de covid-19 aumente com a idade, pouco se sabe ainda sobre outras condições clínicas e características biológicas que conduzem às disparidades observadas sobre a gravidade e prognóstico da doença, como explica o comunicado de apresentação das conclusões deste estudo.


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No âmbito do projeto "Predi-Covid" - conduzido pelo Instituto da Saúde do Luxemburgo (LIH na sigla original) e por um consórcio de instituições luxemburguesas de pesquisa, como o Biobanco Integrado do Luxemburgo (IBBL), o Laboratório Nacional da Saúde (LNS), a Universidade do Luxemburgo, o Centro de Sistemas de Biomedicina do Luxemburgo (LCSB, na sigla original) e o Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL) - foi então analisada a associação entre a atividade física praticada antes da infeção e a gravidade da covid-19, após o diagnóstico positivo. 

Para isso foram comparados, com essa atividade, doze sintomas, entre exemplos frequentes como tosse seca, febre, perda de gosto e cheiro e fadiga, e outros menos comuns, como dores no peito, confusão e quedas.

Dos passeios ao desporto, tudo ajuda a combater a gravidade da covid

A análise foi realizada através de um questionário a 452 voluntários, com idades entre os 31 e 51 anos de idade, que tinham relatado ter realizado atividades físicas no ano anterior a terem ficado infetados.

As atividades incluíam desde passeios, a tarefas quotidianas ou jardinagem, bem como práticas fisicamente mais exigentes, como o desporto. 

O estudo concluiu que quanto maior a atividade física menor o grau de gravidade dos sintomas.

"Os investigadores descobriram que os participantes com maior atividade apresentavam um risco menor de severidade moderada da covid-19", refere o comunicado do Instituto da Saúde do Luxemburgo, acrescentando que a um maior nível de atividade física "foi também associado um menor risco de sentir fadiga, tosse seca e dores no peito". Sintomas que se encontram entre os mais comuns relatados por doentes infetados com o vírus SARS-CoV-2.


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Guy Fagherazzi, investigador principal do projeto "Predi-COVID" salienta, no mesmo texto, que "este estudo fornece evidências de que a atividade física é um fator de risco modificável para a severidade da covid-19, incluindo na fase moderada da doença". "Os nossos resultados sugerem que o envolvimento regular em atividades físicas pode ser uma das ações chave que os indivíduos podem tomar para minimizar as consequências adversas da covid-19" resume.

Os resultados da análise indicam ainda que os indivíduos, e as suas ações, podem ter um impacto maior do que aquele que se pensava na prevenção de doenças infecciosas, como a covid-19.

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