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Covid-19.Agência Europeia do Medicamento mantém recomendação para uso do remdesivir
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Covid-19.Agência Europeia do Medicamento mantém recomendação para uso do remdesivir

Covid-19.Agência Europeia do Medicamento mantém recomendação para uso do remdesivir

AFP
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Covid-19.Agência Europeia do Medicamento mantém recomendação para uso do remdesivir

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Estudo da OMS divulgado esta sexta-feira desaconselha o uso do fármaco em doentes com covid-19.

Um grupo de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) desaconselha o uso do medicamento antiviral remdesivir para tratar a covid-19, mas a Agência Europeia do Medicamento mantém, para já, a autorização do fármaco, também designado de veklury.

Este anti-viral está indicado para doentes adultos e adolescentes, a partir dos 12 anos, com pneumonia que necessitem de oxigénio suplementar e tem sido usado em contexto hospitalar em pacientes com covid-19.

No entanto, o painel de especialistas internacionais que fazem parte de um grupo de desenvolvimento de linhas orientadoras da OMS anunciou esta sexta-feira, que não é recomendável o uso do medicamento em doentes hospitalizados com covid-19, estejam ou não em situação grave, por falta de provas de que influencie a sobrevivência ou a necessidade de ventilação.

Segundo um comunicado do organismo, citado pela agência Lusa, esta posição baseia-se numa nova revisão de provas, comparando os efeitos de vários medicamentos contra a covid-19, e inclui dados de quatro ensaios internacionais que envolveram mais de 7.000 pessoas hospitalizadas com covid-19.

“Não tem qualquer efeito significativo na mortalidade ou noutros resultados importantes para os doentes, como a necessidade de ventilação ou a rapidez nas melhoras”, refere o comunicado. A par disso, o risco de poder gerar efeitos secundários e o facto de ser administrado por via intravenosa, o que aumenta o seu custo, contribuem para reforçar a recomendação.

O remdesivir é, a par da dexametasona, o único medicamento aprovado na União Europeia para combater a covid-19. 

Vários países, incluindo Portugal, apostaram na compra de milhares de doses do medicamento.

Em outubro, a ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, anunciou que Portugal iria adquirir mais de 100.000 frascos do medicamento antiviral remdesivir para ajudar no tratamento de doentes com covid-19.

Questionado, esta sexta-feira, sobre a recomendação da OMS, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou, em conferência de imprensa, que o Governo português seguirá, para já, as recomendações da Agência Europeia do Medicamento.

"A nível europeu está a ser feita também essa avaliação pela Agência Europeia, não tendo havido nenhuma alteração das orientações de utilização. Nós seguimos as orientações da agência e, obviamente, que teremos em linha de conta, e teremos de avaliar e de continuar a dar atenção às orientações da Organização Mundial de Saúde, que será tida em conta em toda esta avaliação global", declarou.

No início deste mês, a agência Reuters noticiou, com base num documento da OMS a que teve acesso, que o organismo está a liderar um programa, para países pobres, que aposta em tratamentos experimentais de anticorpos monoclonais e e com dexametasona”. Esse programa deixa de fora o remdisivir.

Ainda a 16 de outubro foram divulgados pela OMS os resultados de um ensaio que patrocinou e que revelaram que os medicamentos remdesivir e interferon não eram eficazes na luta contra a covid-19.

Nesse mesmo dia, em conferência de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que até então a dexametasona corticosteroide era a única terapêutica comprovada como eficaz contra a covid-19, para doentes com doenças graves.

com agências

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