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Coronavirus. Deteção de casos não se pode resumir à "febre"
Sociedade 2 min. 11.02.2020 Do nosso arquivo online

Coronavirus. Deteção de casos não se pode resumir à "febre"

Coronavirus. Deteção de casos não se pode resumir à "febre"

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 11.02.2020 Do nosso arquivo online

Coronavirus. Deteção de casos não se pode resumir à "febre"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Nem todas as pessoas infetadas têm temperatura no início e o período de incubação pode chegar aos 24 dias, alerta um novo estudo.

A febre não é um sinal fiável de alguém estar infetado pelo novo coronavírus e o período de incubação da doença pode afinal chegar aos 24 dias. Estas são duas conclusões do último rascunho da investigação sobre este vírus que já matou 1.018 pessoas e infetou mais de 42 mil. 

O estudo levado a cabo pela equipa do epidemiologista chinês Zhong Nanshan verificou que a febre, tida como um dos primeiros sintomas, se manifestou apenas em 43,8% dos doentes infetados na sua primeira visita ao médico. 

Os restantes embora já tivessem contraído a doença não apresentaram este sintoma, pelo que "a deteção de casos não pode focar-se na medição da temperatura", realça esta equipa de investigadores citado pelo portal de notícias chinês Caixin.

AFP

Mortalidade menor

Nesta doença a "ausência de febre é mais frequente no que na Síndrome Respiratória Aguda e Grave (SARS ou pneumonia atípica) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS)", indicam os cientistas que publicado este seu estudo no portal de investigação MedrXiv.

Por outro lado, o estudo revelou que o novo coronavírus "possui uma taxa de mortalidade relativamente menor que a SARS e a MERS".

Período de incubação de 24 dias

A equipa neste seu trabalho verificou também que o tempo de incubação da doença pode chegar aos 24 dias, embora estes casos sejam mais raros. A média é de apenas três dias, dizem. 

AFP

Esta análise foi realizado junto de 1.099 doentes infetados com o novo coronavírus, e que foram diagnosticados até 29 de janeiro, na China. Ao todo, os doentes pertenciam a 552 hospitais de 31 localidades diferentes do país. A média de idades foi de 47 anos e entre o total dos doentes 41,9% eram mulheres.

Os sintomas

Apesar de nem todos os doentes estivem com aumento de temperatura na primeira ida ao médico, a febre acaba por aparecer em "87,9% dos casos", sendo juntamente com a "tosse (67,7%) os sintomas mais comuns". Já a diarreia verificou-se ser "incomum".

Dos 1.099 doentes analisados, 55 deles (5,00%) acabaram por ser internados em unidades de cuidados intensivos e 15 (1,36%) vieram mesmo a falecer, mostram os resultados deste estudo chinês.  

AFP

A propagação da doença

E como contraíram o vírus? Apenas "1,18% do total de doentes tiveram contacto direto com a vida selvagem", indica o estudo. Já "31,30% estiveram em Wuhan e 71,80% estiveram em contacto com pessoas que tinham estado em Wuhan". 

O primeiro caso do vírus foi descoberto em Wuhan, tendo a doença rapidamente alastrado pelo mundo, tornou-se epidemia contando atualmente com mais de um milhar de mortos e muitos milhares de pessoas infetadas.   

Com Lusa

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