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Coronavírus. China espera ter epidemia sob controlo no final de abril
Sociedade 3 min. 27.02.2020

Coronavírus. China espera ter epidemia sob controlo no final de abril

Vírus está a afetar a economia mundial.

Coronavírus. China espera ter epidemia sob controlo no final de abril

Vírus está a afetar a economia mundial.
Foto: AFP
Sociedade 3 min. 27.02.2020

Coronavírus. China espera ter epidemia sob controlo no final de abril

Lusa
Lusa
Embora mais de 30 países tenham casos diagnosticados com Covid-19, a China soma 95% dos casos de infeção pelo novo coronavírus a nível mundial.

A China espera ter o surto do coronavírus Covid-19 sob controlo no final de abril, disse esta quinta-feira o chefe da equipa de médicos especialistas da Comissão Nacional de Saúde da China, o pneumologista Zhong Nanshan.

"A China está confiante de que vai controlar o surto, em termos gerais, até ao final de abril", disse Zhong numa conferência de imprensa em Cantão, a capital da província de Guangdong. O médico garantiu que, "embora tenha havido um grande surto em Wuhan, a doença não se espalhou de forma maciça em outras cidades".

O especialista em doenças respiratórias disse que o número de casos na China começou a diminuir após 15 de fevereiro "devido à forte intervenção do Estado" e aos "cancelamentos de viagens após as férias do Ano Novo Lunar", entre 24 e 30 de janeiro, mas que foram prolongadas para evitar a propagação da doença.


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O aviso foi feito pelo governo a quem regressou de um país afetado pelo novo coronavírus ou tenha estado com doentes infetados.

Segundo os dados mais recentes atualizados pela Comissão Nacional de Saúde, a China somava um total de 2.744 mortos e 78.497 casos confirmados. Entre os casos confirmados, 43.258 ainda estão ativos e 8.346 encontram-se em estado grave. Mais de 32.400 pessoas já receberam alta após superarem a doença.

Zhong disse que as previsões de alguns especialistas estrangeiros, que estimaram que o número de casos na China ia atingir os 160.000, "não tiveram em conta a intervenção do Governo chinês". "A nossa equipa previu que o número de pacientes atingisse cerca de 70.000. Apresentamos esses números a uma publicação internacional, mas não foi aceite", afirmou.

Zhong disse que a China deve agora "cooperar e partilhar a sua experiência com outros países", face ao rápido aumento de casos na Coreia do Sul, Itália ou Irão. 

O epidemiologista disse ainda que, embora a epidemia tenha começado no país asiático, o primeiro caso de coronavírus pode não ter ocorrido na China. "Quando fizemos as nossas primeiras previsões, pensamos apenas na China e não em outros países. Mas vemos que surtos estão a ocorrer em outros países. Embora o surto tenha começado na China, isto não significa necessariamente que a China seja a fonte da doença", disse.


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O que é, onde se originou e quais os sintomas. Veja a explicação na animação realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 As autoridades de saúde chinesas colocaram sob observação 652.000 pessoas, após terem tido contacto próximo com os infetados. Mais de 71.000 ainda estão a ser acompanhados. Na província de Hubei, o epicentro da epidemia, que acumula 84% dos casos e 96% das mortes, o número de novos casos ascendeu hoje a 409, ao mesmo tempo que morreram 26 pessoas, a maioria em Wuhan, capital da província.

Das pessoas infetadas, mais de 33 mil recuperaram. Além de 2.744 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

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