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Consumo de canábis aumenta no Luxemburgo
Sociedade 2 min. 12.05.2022
Relatório RELIS

Consumo de canábis aumenta no Luxemburgo

Relatório RELIS

Consumo de canábis aumenta no Luxemburgo

Foto: Unplsash
Sociedade 2 min. 12.05.2022
Relatório RELIS

Consumo de canábis aumenta no Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Em relação às drogas de alto risco, a heroína continua a ser a mais consumida, de acordo com o relatório RELIS 2021.

O consumo de droga entre a população do Luxemburgo mostra que a canábis é a droga mais consumida, seguida das substâncias conhecidas como 'estimulantes'. Esta é uma das conclusões do relatório RELIS 2021, sobre o consumo de estupefacientes no Grão-Ducado nos últimos anos, divulgado na quarta-feira pelo Ministério da Saúde.

Comparando a situação de 2014 com 2018, a prevalência do consumo de canábis e de estimulantes apresenta ligeiros aumentos. Mas, como indicador comparativo, o consumo recente de canábis e estimulantes entre os jovens adultos (15-34) "está abaixo da média na União Europeia", lê-se no relatório. 

Já entre os mais jovens (15-18 anos) no Grão-Ducado observou-se um aumento moderado no consumo de canábis entre 2006 e 2018.  

Quanto às drogas de alto risco, a heroína continua a ser aquela com maior consumo. Entre 2003 e 2018 esteve em queda, mas em 2019/2020 estabilizou. 

De acordo com o estudo, estima-se que haja cerca de 2.160 pessoas que consomem dorgas pesadas, o que equivale a uma taxa de cinco consumidores por 1.000 pessoas entre os 15 e 64 anos. Em 2000, a taxa era mais alta: nove consumidores por 1.000 pessoas.

Consumo de drogas por inalação ganha terreno em relação à injeção

Entre os usuários que frequentam as salas de consumo de drogas no país, o uso de inalantes continua a ganhar terreno sobre o uso de injeção. O estudo refere que entre 52% e 69% dos usuários das salas consumo e 59,7% (37,4% em 2013) dos usuários de drogas de alto risco estão a consumir por inalação. Esta forma de consumo é menos perigosa, reduz o risco de overdose e de transmissão de doenças infecciosas.


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Seis mortes por overdose em 2020

Quanto ao número de mortes por 'overdose', houve seis vítimas em 2020, mais duas que em 2018 (4), mas menos 20 do que em 2000 (26). A idade média das vítimas mortais era de 41,5 anos. Em 2020, houve quatro novos casos de infeção por HIV-Sida entre os toxicodependentes (cinco em 2018 e três em 2019).

Menos contactos durante a pandemia

O número de toxicodependentes que contactaram as estruturas de apoio diminuiu em 2020, durante a pandemia. Os dados do relatório apontam que houve 146 mil contactos nesse ano, contra 164 mil em 2019. Também o número de seringas distribuídas diminuiu devido às restrições sanitárias: 393 mil em 2020, contra 426 mil em 2019.

Canábis representa 67% das apreensões

As autoridades registaram um novo recorde de apreensão de drogas em 2019, com 371 quilos de canábis (o anterior recorde era de 347 quilos de cocaína em 2018. Ao todo, a canábis representa 67% das apreensões.  

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