Escolha as suas informações

Comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo em festa
Sociedade 15 2 min. 15.11.2018

Comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo em festa

Comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo em festa

Foto: Aleida Vieira
Sociedade 15 2 min. 15.11.2018

Comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo em festa

Dia da cultura e das comunidades foi assinalado este sábado.

A comunidade cabo-verdiana do Luxemburgo celebrou ontem, no Centro Cívico de Hesperange, o dia da cultura e das comunidades. A data oficial é 18 de outubro, associada ao nascimento do poeta cabo-verdiano Eugénio Tavares, e foi instituída pelo governo de Cabo Verde em 2012. Vem sendo celebrada desde 2013 no Luxemburgo por iniciativa da associação Amizade Cabo-Verdiana e, este ano, só ontem pôde ser assinalada.

Este ano foram homenageadas personalidades da comunidade que fizeram a diferença em áreas de atuação distintas. Desde o desporto, com o karateca Jordan Neves, a agentes associativos como o presidente da Federação das associações cabo-verdianas, Pedro Santos, e Celeste Monteiro, a primeira presidente da antiga Organização dos Cabo-verdianos no Luxemburgo (OCL), que deu origem à atual federação.

Yolanda Évora, conhecida pelo seu empenho e entrega à vida associativa, também foi uma das galardoadas da noite, ao lado de Maria de Jesus Luz, mãe de João da Luz, líder carismático da comunidade no Luxemburgo, falecido no início do ano, também ela ativa socialmente em prol da comunidade.

Homenageados foram ainda dois dos primeiros imigrantes cabo-verdianos que chegaram ao Grão-Ducado (em 1964), Bernardo Dias e Félix Gomes, este último falecido em março deste ano. Dias recordou: “Nem portugueses havia muitos. Fui-me desenrascando com os italianos porque as nossas línguas eram próximas e eu lá conseguia mais ou menos dizer as minhas ideias”. Agora é muito diferente: “Os cabo-verdianos que chegam encontram Cabo Verde aqui”, indicou.

A jornada cultural contou com grande adesão por parte da comunidade e amigos de outras nacionalidades que puderam beneficiar de um programa rico em cultura, gastronomia, dança, exposições e atividades dedicadas aos mais pequenos animadas pela associação APADOC.

A associação Ami ku nhos, conhecida por levar sempre a gastronomia cabo-verdiana aos eventos no país, possibilitou aos presentes a degustação de iguarias como a famosa cachupa, pastéis de atum, cuscuz com mel ou com leite, donetes, torresmos, entre outras.

Pelo palco passaram vários músicos e DJ da comunidade que animaram os presentes com músicas tradicionais da terra. A celebração contou ainda com a presença de vários artistas plásticos e uma exposição dos pintores Maria Gomes e Nelson Neves. Houve batuco, dança típica da ilha de Santiago, pelo grupo Terra Terra, contra-dança e kola san jon, estes últimos típicos da ilha de Santo Antão.

Celeste Monteiro atribui distinção à FACVL

A antiga presidente da OCL, que foi uma das homenageadas, reagiu à nomeação com surpresa. Celeste Monteiro, que está no estrangeiro, lamenta não ter sido contactada pela organização e atribui a distinção à Federação das Associações Cabo-Verdianas no Luxemburgo.

"Fiquei surpresa com este anúncio, por não ter sido informada pela organização. Acho uma falta de ética. Hoje, com as redes sociais é fácil contactar as pessoas em qualquer canto do mundo. Além disso, nem a minha família foi contactada. Tenho uma família numerosa e bastante conhecida dos organizadores", lamenta Celeste Monteiro.

A antiga dirigente associativa diz-se, no entanto, "reconhecida pelo gesto", mas atribui "a nomeação à atual Federação das Associações Cabo-Verdianas no Luxemburgo, em nome e reconhecimento da equipa da OCL".

Aleida Vieira

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.