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Comissária Europeia de Saúde diz que não há data para vacina na Europa
Sociedade 3 min. 15.10.2020

Comissária Europeia de Saúde diz que não há data para vacina na Europa

Comissária Europeia de Saúde diz que não há data para vacina na Europa

Foto: AFP
Sociedade 3 min. 15.10.2020

Comissária Europeia de Saúde diz que não há data para vacina na Europa

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
A comissária europeia da Saúde sublinhou que "neste momento não é possível prever datas" para disponibilizar a vacina.

Respondendo à pergunta do Contacto se haverá vacina no Luxemburgo em dezembro, Stella Kyriakides salientou que não é possível saber quando haverá uma aprovação da Agência Europeia de Medicamento.

A comissária europeia da Saúde sublinhou que “neste momento não é possível prever datas” de quando alguma das vacinas que fazem parte do portfolio dos contratos a nível da UE estará aprovada. 


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No seu Discurso à Nação o primeiro-ministro garantiu que a situação da epidemia no País é "grave" mas está "controlada". Anunciou novas frentes de combate ao vírus entre elas a chegada da vacina para breve.

No discurso do Estado da Nação, a 13 de outubro, Xavier Bettel avançou que haveria uma vacina para começar a ser distribuída no Grão-Ducado em dezembro. Essa ideia não é confirmada pelo executivo europeu, que está a negociar a compra de vacinas em nome de todos os Estados-membros.

Na melhor das hipóteses, “poderá haver uma aprovação no início do próximo ano, mas tudo depende da decisão da Agência Europeia do Medicamento que está a acompanhar os ensaios clínicos”, disse Kiryakides, na conferência de imprensa de apresentação da estratégia de vacinação europeia.

Em setembro, falsas esperanças foram dadas pela Comissão de que a vacina de Oxford/Astrazeneca estaria pronta para ser distribuída em novembro, mas uma interrupção nos ensaios clínicos de fase 3 (por causa de uma participante ter desenvolvido sintomas de uma doença neurológica) deitou-lhes um balde de água fria. A vacina da AstraZeneca era considerada a mais promissora entre os contratos em curso. Entretanto, também a Johnson & Johnson suspendeu os seus ensaios clínicos.

A Comissão tem assegurado até ao momento opções de compra de um total de 800 milhões de doses de vacina: 300 milhões da Universidade de Oxford/AstraZeneca; 300 da Sanofi-GSK; 200 milhões da Johnson & Johnson. Tem ainda em curso contratos com mais três farmacêuticas. Mas é cedo para se avaliar qual destas vacinas chegará a apresentar resultados concretos e passar no crivo de aprovação da AEM.

Ênfase nas medidas de controle urgentes

A Comissão Europeia está agora a adotar um posição menos eufórica em relação às vacinas e a insistir que os países reforcem as medidas “não farmacêuticas”, de prevenção. Kiryakides alertou que a ênfase tem que ser colocada em medidas robustas de controle e de segurança para evitar a propagação galopante do SARS-CoV-2. “Estamos a ficar sem tempo. Toda a gente tem que fazer o que é preciso agora”, insistiu Kyriakidis, sublinhando que “a situação na Europa é alarmante”.

“A vacina não vai ser uma solução mágica”, disse Kiryakidis, recomendando que, entretanto, os governos dirijam mensagens específicas para os diferentes grupos etários e demográficos sobre as medidas preventivas necessárias. Distanciamento social, uso de máscaras, higiene das mãos, e isolamento ou quarentenas, continuam a ser as recomendações de representantes oficiais da Comissão, numa altura em que vários países começam a implementar recolheres obrigatórios e a subir os níveis de alerta.

Na comunicação de hoje de manhã, pediu-se que os países começassem a preparar já as campanhas de vacinação para quando uma vacina for descoberta o sistema estar pronto. São vários aspetos a ter em conta: treino de equipas, preparação para armazenamento de stocks, logística e acesso às populações. O vice-presidente da Comissão Margrittis Schinas salientou que “mais importante que ter uma vacina é ter uma campanha de vacinação”.

Segurança mais importante que rapidez

Quanto aos movimentos anti-vacinas na Europa e a desconfiança quanto a efeitos nefastos especificamente da vacina contra a covid-19 - que está a ser desenvolvida em tempo record - Margiritis Schinas salientou que na União Europeia existem “padrões muito elevados. A qualidade é para nós um valor muito superior à velocidade”.

 E, apesar da segunda onda de covid-19 a atravessar o continente, Schinas salientou que a coordenação a nível europeu é muito maior agora do que no primeiro semestre.

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