Comissão Europeia alerta para riscos de vacinas compradas no mercado negro
Comissão Europeia alerta para riscos de vacinas compradas no mercado negro
Além da Bélgica, também em Itália as autoridades identificaram casos de pessoas a vender vacinas contra a covid-19 fora do sistema de saúde e dos esquemas de vacinação normais.
A presidente da Comissão Europeia alertou esta quarta-feira que aceitar uma vacina no "mercado negro" pode apresentar-se como um risco incalculável para a saúde. "Uma pessoa saudável poderá estar a injetar-se com uma substância que não faz ideia do que é", salientou.
O alerta de Leyen precede o aviso das autoridades belgas depois de terem sido detetadas vacinas falsas a circularem no país. E, no mesmo sentido, os belgas ressalvaram que sem qualquer comprovação científica, estas falsificações podem criar problemas de saúde graves ou trocar as voltas ao próprio plano de vacinação.
E, em relação especificamente à vacina da Pfizer-BioNTech, que necessita de uma cadeia de frio exigente (com armazenamento a -70ºC) não há nenhuma garantia de que o frasco tenha sido sujeito às condições de armazenamento. Por isso, justificou von der Leyen, "há uma boa razão haver um acompanhamento detalhado das vacinas que saem das fábricas. E isso é feito com muito cuidado".
A agência anti-fraude da União Europeia, OLAF, já está, segundo disse a presidente da Comissão Europeia a investigar "as pessoas que se aproveitam com as desgraças" e o comércio paralelo online. Von der Leyen reiterou que a única forma de receber uma vacina segura é através das autoridades de saúde nacionais.
Também relacionado com a pandemia e o mercado negro, a Interpol intercetou recentemente uma rede que fabricava resultados PCR falsificados em Paris.
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