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Com 92% de eficácia, a vacina russa começa a ser distribuída "nas próximas semanas"
Sociedade 2 min. 11.11.2020 Do nosso arquivo online

Com 92% de eficácia, a vacina russa começa a ser distribuída "nas próximas semanas"

Com 92% de eficácia, a vacina russa começa a ser distribuída "nas próximas semanas"

Foto: Pixabay
Sociedade 2 min. 11.11.2020 Do nosso arquivo online

Com 92% de eficácia, a vacina russa começa a ser distribuída "nas próximas semanas"

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
A Rússia prepara-se para implementar um processo de vacinação em massa, depois da Sputnik V ter registado uma eficácia de 92%.

"Temos uma vacina muito eficaz", resumiu o líder do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev. Registada desde agosto, a primeira vacina russa passou nos testes de eficácia com 92%, segundo o relatório preliminar que está na base do comunicado do Centro Gamaleya em Moscovo. 

"Os estudos avaliaram a eficácia da vacina entre mais de 16 mil voluntários, 21 dias após terem recebido a primeira dose da vacina ou do placebo", escreve o diretor da farmacêutica, Alexandre Gintsburg, depois da RDFI ter afiançado que "a eficácia do Sputnik V é de 92%".  

Plano de vacinação 

Além dos cerca de 40 mil voluntários do ensaio geral, trabalhadores da saúde, professores e outros funcionários públicos foram testados numa experiência independente, com observações preliminares mostrando uma eficácia superior a 90%, segundo o Ministério da Saúde. Apesar dos estudos continuarem nos próximos seis meses, o governo pretende lançar a primeira pedra no processo de vacinação em massa já nas próximas semanas. A informação foi avançada pelo homem forte dos laboratórios de Moscovo. "A publicação dos resultados provisórios dos ensaios clínicos pós-registo, que mostram convincentemente a eficácia da vacina Sputnik V, torna possível iniciar a vacinação em massa da população russa contra o coronavírus nas próximas semanas", assegurou. 

Até à data, mais de 20 mil voluntários receberam a primeira dose da vacina, enquanto outras 16 mil pessoas foram vacinadas com a primeira e segunda doses em estudos clínicos em 29 centros médicos na Rússia. Sem quaisquer  "reações indesejáveis imprevistas" entre os voluntários, os especialistas notam que "alguns dos vacinados" sofreram algumas reações a "curto prazo", tais como "dor no local de administração da vacina" ou "síndrome gripal com aumento da temperatura corporal, fraqueza, fadiga, dor de cabeça". Fora isso, os resultados da vacina que a própria Organização Mundial da Saúde considera "segura e eficaz" já deixam antever uma luz ao fundo do túnel da pandemia. 

Grátis e para todos 

Moscovo pretende produzir 800 mil doses da vacina no mês de novembro, seguindo-se 1,5 milhões em dezembro, sendo que o maior volume de produção por mês será a partir do início de 2021. Contra o mercado, o país já avisou que depois de tratar os seus pretende estabelecer possíveis acordos para a distribuição do fármaco em todo o mundo.

Esta terça-feira durante a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, Vladimir Putin fez suas as palavras do primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, para defender a distribuição gratuita das vacinas em todo o mundo. "A vacina deve ser propriedade comum da humanidade", anuiu. 

AFP

"Propomos não politizar os processos, pelo facto de hoje em dia as pessoas em todo o planeta, sem exagero, necessitarem destes medicamentos", elaborou o Presidente russo, antes de abrir a porta a um acordo mundial para estancar a crise sanitária. "Estamos prontos para trabalhar com todos os países do mundo", reafirmou. Além da Sputnik V, a Rússia registou a 14 de outubro uma segunda vacina contra a covid-19, apelidada de EpoVacCorona, e prepara já um terceiro fármaco, segundo o chefe de Estado. 

Com AFP 

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