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"Claro abuso". Isabel dos Santos diz que os bens arrestados valem mais do que o dinheiro reclamado por Angola
Sociedade 15.04.2020

"Claro abuso". Isabel dos Santos diz que os bens arrestados valem mais do que o dinheiro reclamado por Angola

"Claro abuso". Isabel dos Santos diz que os bens arrestados valem mais do que o dinheiro reclamado por Angola

Foto: Lusa
Sociedade 15.04.2020

"Claro abuso". Isabel dos Santos diz que os bens arrestados valem mais do que o dinheiro reclamado por Angola

A empresária diz que os bens que lhe foram arrestados valem 2,7 mil milhões mais do que é exigido por Angola e chama "abuso" à penhora da sua participação na Efacec.

"A justiça angolana, além de possuir um excesso de bens arrestados em Angola, que já garantem bem mais do dobro do valor do suposto crédito ainda por provar, arresta em Portugal aquilo que legalmente não se justifica". 

As palavras são da empresária Isabel dos Santos que reagiu com indigação ao arresto da sua participação na empresa portuguesa Efacec. Chama-lhe "claro abuso", na medida em que os bens que já foram arrestados em Angola no valor de 2,7 mil milhões de euros, diz, valem mais do que os 1,1 mil milhões exigidos pelo Estado angolano. 

Além das contas bancárias, Isabel dos Santos viu a Procuradoria-Geral da República angolana arrestar-lhe dez empresas, nomeadamente a Unitel, Banco BFA, Banco BIC, Hipermercados Candando, Cimangola e ZAP Media. "Todos estes bens totalizam um valor de 2,7 mil milhões de euros, um valor muito superior ao suposto crédito reclamado", reclama na mesma nota em que considera que a justiça angola de ter dois pesos e duas medidas em relação às empresas nacionais e as portuguesas. 

Segundo a empresária, o procurador angolano "pediu o bloqueio das contas das empresas [portuguesas], impedindo-as de operar e forçando a sua insolvência e levando ao despedimento de uma centena de trabalhadores portugueses, situação agora agravada pela atual crise económica decorrente da pandemia Covid 19". Em Angola, por sua vez, manteve as contas abertas. Quer isto dizer que não impediu que fossem pagos salários, rendas, impostos, água e luz. 

Na mesma nota, Isabel dos Santos diz-se impossibilitada de exercer a sua própria defesa. Acrescenta, inclusivamente, que tem sido impedida de apresentar provas para desmontar as acusações dos crimes de corrupção que lhe foram imputados há cerca de quatro meses. 



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