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CLAE espera recorde de 40 mil visitantes no Festival das Migrações
Sociedade 2 min. 14.02.2020

CLAE espera recorde de 40 mil visitantes no Festival das Migrações

CLAE espera recorde de 40 mil visitantes no Festival das Migrações

Foto: Lex Kleren
Sociedade 2 min. 14.02.2020

CLAE espera recorde de 40 mil visitantes no Festival das Migrações

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O 37° festival vai decorrer entre 28 de fevereiro e 1 de março, na LuxExpo, em Kirchberg.

O Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania não para de crescer. O Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE), promotor do evento, espera receber 40 mil visitantes no 37° certame, que vai decorrer entre 28 de fevereiro e 1 de março, na LuxExpo, em Kirchberg.

Nos últimos anos, o número de visitantes tem oscilado entre 30 e 35 mil, mas o presidente do CLAE prevê um aumento. Sosthène Lambella admite que a LuxExpo está a tornar-se pequena para tanta afluência.

O festival, que engloba o 20° Salão do Livro e das Culturas e o 8° Encontro das Artes Contemporâneas (ARTSmanif), conta este ano com mais de 400 ‘stands’ que vão promover a interculturalidade do Luxemburgo, através, por exemplo, da gastronomia, dança, música e da artesanato.

Mas nem tudo se resume à festa popular. Este ano, os temas em destaque no festival são a escravatura moderna e o feminismo, explica Anita Helpiquet, do CLAE.

Quanto à Cultura, a música cabo-verdiana volta a estar em destaque. O grupo Pilon, fundado no Luxemburgo e que assinou recentemente um contrato com uma editora de Nova Iorque, é o cabeça de cartaz da noite de sábado. Já Cassandra Lobo e Casimiro Rodrigues vão partilhar o palco com a cantora braseira Biah Vasconcelos, nos concertos de abertura do festival, na sexta-feira.

Da esquerda para a direita: Furio Berandi, Sosthène Lambella, Jean-Philippe Ruiz e Anita Helpiquet, do CLAE, durante a apresentação do 37° Festival das Migrações.
Da esquerda para a direita: Furio Berandi, Sosthène Lambella, Jean-Philippe Ruiz e Anita Helpiquet, do CLAE, durante a apresentação do 37° Festival das Migrações.
Foto: HB

Entre os 70 artistas e 100 escritores convidados, destaque para o escritor, ilustrador, cineasta e músico português Afonso Cruz e para a romancista marroquina Ghizlaine Chraibi.

Apesar das vozes críticas que querem os livros fora do festival, o responsável de programação do evento, Jean-Philippe Ruiz, defende que a Cultura deve continuar a partilhar o espaço com as outras manifestações e desafia as pessoas a visitarem o festival.

Entre as novidades desta edição, o CLAE aposta na ecologia. Depois das críticas dos últimos anos sobre o lixo acumulado no recinto, a organização vai substituir os copos de plástico por material reutilizável, melhorar a triagem do lixo e incitar ao transporte de elétrico para chegar à LuxExpo.

O CLAE conta este ano com 250 voluntários e um orçamento de 400 mil euros para organizar o festival. Metade deste valor fica a cargo do Comité, enquanto o resto será coberto patrocinadores.

O Festival das Migrações arranca na sexta-feira, dia 28 de fevereiro, às 18:30, com uma conferência pública sobre “as escravatura moderna em 2020”. Um tema escolhido no seguimento de uma investigação jornalística da Rádio Latina sobre exploração laboral em Vianden e Ingeldorf.

Já abertura oficial do certame tem lugar no sábado, às 15:00, na presença das ministras da Integração e da Cultura, Corinne Cahen e Sam Tanson.


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