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Cinco factos sobre o novo ano letivo que lhe podem ter escapado

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Cinco factos sobre o novo ano letivo que lhe podem ter escapado

Cinco factos sobre o novo ano letivo que lhe podem ter escapado

Cinco factos sobre o novo ano letivo que lhe podem ter escapado


14.09.2020

Foto: Anouk Antony

O arranque do novo ano letivo será bem diferente dos anteriores, não só devido à pandemia mas também ao número recorde de alunos inscritos, no total: 91.048 jovens. Mas isto não é tudo...

O ano letivo 2020/2021 arranca em condições sanitárias sem precedentes. Para além de todos os alunos e professores poderem ser testados à covid-19, outras mudanças estão previstas para a rentrée, como a introdução de um curso de coding no ensino fundamental ou a atenção especial do Ministério da Educação aos alunos do secundário.

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Mais tablets
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É um paradoxo: este ano o sistema nacional de educação insistirá novamente nos perigos ligados ao uso elevados dos ecrãs pelas crianças, mas pretende ao mesmo tempo intensificar a distribuição de tablets aos alunos. O programa one2one pretende equipar todos os alunos do ensino secundário com iPads, tecnologia que "demonstrou a sua utilidade com o uso intensivo do ensino à distância", justificou o Ministro Claude Meisch (DP). Mas para alguns alunos a realidade foi outra. "Na altura do confinamento, 20.000 estudantes do ensino secundário estavam equipados com um tablet", revelou o Ministério administração. No entanto, o número total de alunos neste nível de ensino é de cerca de 47.000, o que significa que muitos não tiveram direito a esta benesse. Para o novo ano escolar, Claude Meisch encomendou então 15.500 iPads para distribuição pelos alunos, uma compra incluído no orçamento deste ano, um total de cerca de 2,7 mil milhões de euros. 

Lokales, Rentree für die Abschlussklassen, Schüler des  Lycée Hubert Clement, Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort
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Comunicação sobre a covid-19
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Lokales, Rentree für die Abschlussklassen, Schüler des Lycée Hubert Clement, Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort
Guy Wolff

O regresso às aulas após o confinamento ficou marcado pela desconfiança de muitos pais face ao discurso tranquilizador do ministro da Educação, sobretudo na altura em que o vírus ainda se encontrava em grande circulação. Agora, com o arranque do novo ano é esperada uma maior transparência e uma mudança radical sobre a comunicação das autoridades em relação à covid-19 nas escolas. Para além dos três cenários previstos na eventualidade da descoberta de um ou mais casos de infeção nas escolas, o Ministério assegura que "todos os pais das  crianças diretamente afectadas serão mantidos informados. Ou seja, jovens que estiveram em contacto com a pessoa infetada (aluno ou professor) e que devem ser colocados em isolamento ou quarentena". Além disso, será divulgado um boletim regularmente com a atualização da situação sanitária em todas as escolas e liceus do país. Uma outra clarificação já feita também pelo executivo: cada progenitor de uma criança colocada em isolamento ou quarentena poderá beneficiar de uma licença por razões familiares que não será deduzida da quota anual. 

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Reforço de professores
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Guy Wolff

No total cerca de 10.800 professores vão integrar o ensino público básico e secundário no arranque do novo ano. Apesar de a maioria ter estatuto de funcionário público, 19% tem contratos a prazo ou permanentes. Devido à pandemia, é esperado um maior absentismo do que nos anos anteriores entre o corpo docente. Desta forma, cada região receberá 15 docentes de substituição permanentes assim que as aulas forem retomadas. "O pessoal temporário foi mobilizado para substituir professores vulneráveis", reiterou Meisch. Além disto, a fim de proporcionar em pleno as atividades extra-curriculares e os cursos de apoio necessários para consolidar competências, o sistema nacional recorrerá tanto a professores como a estudantes. "Iremos recrutar mais assistentes temporários para substituir os professores no início do ano lectivo. Isto deverá ajudar-nos a passar os meses de inverno", acrescentou o ministro.  

Lokales, Rentree für die Abschlussklassen, Schüler des  Lycée Hubert Clement, Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort
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Dinheiro para o ar
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Lokales, Rentree für die Abschlussklassen, Schüler des Lycée Hubert Clement, Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort
Guy Wolff

Quem vai pagar a conta? Esta foi pergunta feita pela Syvicol ao Ministério da Educação, quando este último anunciou que as escolas serão ventiladas "com todas as portas e janelas abertas" de forma a manter as salas de aula arejadas. Meisch quer que a operação seja realizada à noite ou antes da chegada dos alunos. Mas o sindicato das comunas está preocupado visto que esta operação pode revelar-se dispendiosa. De 2,7 mil milhões de euros, o orçamento para 2020 atribuído à educação aumentou em 200 milhões em comparação com 2019. Em alguns casos será necessário solicitar a reprogramação da abertura das janelas e estores. Noutros casos, vai ser mesmo necessário pessoal para abrir e fechar as dezenas de janelas fora do horário normal de trabalho. Já para não falar da conta do aquecimento que poderá subir exponencialmente de forma a conseguir aquecer novamente as salas de aula após terem sido ventiladas. O presidente Emile Eicher pretende mesmo discutir estes possíveis custos adicionais com o governo.

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Creches gratuitas. Ainda não é desta
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A reforma dos serviços de acolhimento deveria ter entrado em vigor no ano letivo que passou. Mas já é certo que a gratuitidade prevista destes serviços para as crianças não estará disponível em 2021. O próprio Claude Meisch assumiu-o embora a medida fizesse parte das promessas do acordo da coligação de 2018-2023: "Isto não será possível, em parte porque não tivemos tempo de nos ocupar com esta reforma muito complexa". A fórmula CSA (chèque-service accueil) ainda tem, assim, um longo caminho a percorrer. Implementado desde 2016, tanto para residentes como trabalhadores transfronteiriços, a ajuda estatal às famílias no pagamentos destas instituições beneficiou mais de 53.000 crianças em 2019. Estas integram creches, maison relais e são geridas por cerca de 530 assistentes parentais. 

Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort. Edição e tradução de Catarina Osório. 

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