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Cientistas portugueses descobrem proteína que contribui para doenças do coração
Sociedade 2 min. 18.05.2020

Cientistas portugueses descobrem proteína que contribui para doenças do coração

Cientistas portugueses descobrem proteína que contribui para doenças do coração

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Sociedade 2 min. 18.05.2020

Cientistas portugueses descobrem proteína que contribui para doenças do coração

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Descoberta permite no futuro o desenvolvimento de abordagens mais eficazes no combate às doenças cardiovasculares.

Uma equipa multidisciplinar de investigadores portugueses identificou uma proteína que pode comprometer a comunicação entre as células responsáveis pela propagação do sinal de contração do coração, contribuindo para o surgimento de doenças cardíacas.

A liderar o projeto que contou com a participação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, esteve Henrique Girão que explicou que "a proteína EHD1 é determinante para regular a distribuição e localização de um canal – designado gap junction - que é essencial para a propagação rápida do sinal elétrico (“sinal de contração”) através do músculo cardíaco, e que está na base do batimento sincronizado do coração".

Os resultados desta investigação, que se estendeu ao longo de quatro anos, foram publicados na revista científica Circulation Research. Segundo o investigador, num coração saudável, para assegurar uma condução competente do 'sinal de contração', estes canais localizam-se em determinadas zonas da superfície das células do músculo cardíaco, denominadas discos intercalares. 


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"Por essa razão, muitas doenças do coração estão associadas a uma distribuição anómala das gap junctions nas células do coração, com a sua saída dos discos intercalares, o que acarreta um impacto negativo na eficiência de propagação da onda elétrica e, consequentemente, na força de contração", esclareceu em comunicado.

Nestes casos, esclarece, "o batimento do coração é menos vigoroso" o que leva a que em cada contração haja menos sangue a ser bombeado. Neste estudo, concluiu-se de que forma, nos corações doentes, ocorre a redistribuição das gap junctions nas células cardíacas. Os resultados evidenciam que a "EHD1 participa no processo de remoção das gap junctions dos discos intercalares, conduzindo, em seguida, à sua acumulação em outras zonas da célula, onde o papel destes canais na propagação rápida do sinal elétrico fica comprometido".

 A investigação, que foi financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), esclarece os mecanismos através dos quais esta redistribuição das gap junctions ocorre no coração doente, possibilitando a identificação de novos alvos terapêuticos que "permitam, no futuro, o desenvolvimento de abordagens mais eficazes no combate às doenças cardiovasculares, particularmente estratégias inovadoras que evitem que a proteína EHD1 participe na remoção das gap junctions dos discos intercalares, garantindo assim um batimento eficiente do coração", conclui Henrique Girão.

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