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Cientistas concluem que lítio reverte malefícios de radiação no cérebro
Sociedade 14.11.2019

Cientistas concluem que lítio reverte malefícios de radiação no cérebro

Cientistas concluem que lítio reverte malefícios de radiação no cérebro

Foto: Chris Karaba
Sociedade 14.11.2019

Cientistas concluem que lítio reverte malefícios de radiação no cérebro

Metal pode ajudar crianças sujeitas a radioterapia com défice de atenção ou aprendizagem.

Cientistas concluíram numa experiência com ratos que o lítio pode reverter os malefícios da radiação no cérebro, podendo o seu uso ser promissor para tratar crianças que foram sujeitas a radioterapia e desenvolveram posteriormente défices de memória e aprendizagem.

Os autores do estudo, publicado esta quinta-feira na revista da especialidade Molecular Psychiatry, não esclarecem se os animais testados eram saudáveis, ou tinham tumores na cabeça tal como as crianças submetidas a radioterapia e com as quais estabelecem paralelismos.

Segundo investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, citados em comunicado pela instituição, a capacidade de memória e aprendizagem dos roedores melhorou quando foram tratados com lítio (metal) após, numa fase inicial da sua vida, o seu cérebro ter sido sujeito a doses de radiação não especificadas.

A equipa verificou um aumento da formação de novos neurónios (células) numa área do cérebro (hipocampo) que é importante para a memória durante o período em que os ratos receberam lítio, na fase de crescimento até se tornarem quase adultos.

O comunicado ressalva, no entanto, que a maturação dos neurónios em células nervosas completas só ocorreu quando o tratamento com lítio foi interrompido.

Ainda assim, a autora principal do estudo, Giulia Zanni, considera que o lítio, "dado segundo as diretrizes deste modelo", testado em ratos, "pode ajudar a curar as lesões causadas pela radioterapia, mesmo ao fim de muito tempo".

O estudo concluiu ainda que apenas as células sujeitas a radiação são afetadas pela ação do lítio.

O mesmo grupo de investigação, que pretende avançar para ensaios clínicos, já tinha sugerido anteriormente que o lítio protege o cérebro contra lesões se for administrado juntamente com radioterapia.

Lusa