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Cerca de 99% dos infectados gera anticorpos
Sociedade 2 min. 15.05.2020

Cerca de 99% dos infectados gera anticorpos

Cerca de 99% dos infectados gera anticorpos

Foto:AFP
Sociedade 2 min. 15.05.2020

Cerca de 99% dos infectados gera anticorpos

Redação
Redação
Os cientistas inclinam-se agora que o vírus leve o corpo humano a produzir anticorpos e que estes , depois de o indivíduo curado, garantam imunidade à doença.

 Cientistas e médicos tentam perceber se a covid-19 gera anticorpos e se estes impedem os doentes de voltar a ser infectados.  Esta busca destes anticorpos é no entanto uma tarefa ciclópica, como nota um artigo do jornal El País, cada pessoas tem mais de 1.000 milhões de células imunes B, cada uma cada uma capaz de fabricar um tipo de anticorpo específico e único. Se multiplicarmos o número de células que produzem anticorpos pelo o número de infectados (quatro milhões), temos o número incrível de 4.000 biliões de tipos de anticorpos possíveis:  dua mil vezes mais estrelas do que há em todo o universo. 

  Se multiplicarmos o número de células que produzem anticorpos pelo o número de infectados (quatro milhões), temos o número incrível de 4.000 biliões de tipos de anticorpos possíveis:  dua mil vezes mais estrelas do que há em todo o universo.   

Há poucos dias, publicaram-se os dados do maior estudo para identificar anticorpos que se se realizou até este momento. Aí se analisam 1.343 pessoas infectadas com o vírus ou suspeitas de o terem contraído, na zona de Nova Iorque. A imensa maioria dos casos analisados eram casos ligeiros da doença. A investigação revelou dados tranquilizadores: 99% dos 624 casos confirmados desenvolveu anticorpos contra o  vírus SARS-Cov-2.  

Ainda é preciso demontrar claramente que esses anticorpos confiram um certo grau de imunidade e impeçam que as pessoas curadas possam ser reinfectadas. A ideia que os anticorpos não impediam a reinfecção que tem vindo a perder força na comunidade científica, a partir que as autoridades sanitárias da Coreia do Sul, que defendiam essa hipótese, verificaram que 260 possíveis reinfectados eram na verdade "falsos positivos".

No entanto, este estudo dos EUA é preliminar e ainda não foi revisto por peritos independentes, para verificação e replicação dos resultados. Mas a Escola de Medicina do Hopital do Monte Sinai de Nova Iorque, que realizou a investigação, é considerada uma das instituições mais credíveis nesta área de investigação. 

O trabalho revela outro dado muito positivo: a quantidade de anticorpos gerado é independente da idade, sexo, com os pacientes mais infectados a gerar uma maior quantidade de anticorpos. 

Os anticorpos unem-se à proteína S, que o vírus usa para entrar nas células humanas, para evitarem novas infecções. No entanto, ainda não foi possível perceber qual a quantidade necessária de anticorpos para um indivíduo conseguir imunidade à doença. 

Uma outra investigação realizada na China com 14 doentes recuperados mostra outro dado positivo: a maioria desses indivíduos não só gerou anticorpos que neutralizavam o vírus, como também produziu leócitos T capazes de destruir as células infectadas. 

Agora a grande incógnita é quanto dura esta imunidade: meses, anos? Esta dúvida só será esclarecida com o tempo. Os coronavírus mais parecidos com  o SARS-CoV-2 são o SARS e o MERS. Em ambos os casos se detetaram anticorpos neutralizantes até três anos depois da infecção. No caso concreto do SARS essa existência de anticorpos neutralizantes prolonga-se até 13 anos, não se sabendo no entanto se continuam a ser eficientes. 

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