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Caso Mayorga. As duas versões de Ronaldo

Caso Mayorga. As duas versões de Ronaldo

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 01.12.2018

Caso Mayorga. As duas versões de Ronaldo

Revista alemã "Der Spiegel" revela outra versão do assunto com base em documentos do "Football Leaks".

O caso Mayorga/Ronaldo continua a dar que falar. Agora, a revista alemã "Der Spiegel", que fizera a divulgação do assunto logo em 2009, voltando ao tema após entrevista a Mayorga em outubro último, revela uma outra versão a partir de novos documentos do "Football Leaks" acerca do caso. 

Desses documentos consta um questionário de 27 páginas elaborado pelos advogados de Cristiano Ronaldo acerca do que se teria passado a 13 de junho de 2009, no hotel Casino Palms, em Las Vegas, no qual as respostas contradizem o que foi indicado antes. 

Na versão inicial, Ronaldo admitira que Kathryn Mayorga pedira para parar e dissera "não" várias vezes, mas a última versão rejeita que isso tenha sucedido. Por outro lado, se na versão já divulgada o jogador português reconhecia que Mayorga, após a relação sexual, lhe disse: "Seu parvo, forçaste-me. Seu estúpido. Não sou igual às outras", tendo Cristiano Ronaldo pedido desculpa, agora a resposta à questão sobre se a professora dissera alguma coisa é um rotundo "não".

Os documentos indicam ainda que os advogados que cuidaram do questionário sublinham que este deve ficar somente entre eles.

Confrontado com as diferenças entre as duas versões dos questionários, os advogados de Ronaldo afirmam que "parte significativa" do que ali estava mencionado fora "alterada e/ou completamente fabricada".

Kathryn Mayorga acusou Cristiano Ronaldo de a violar no quarto de um hotel em Las Vegas, a 13 de junho de 2009. Depois de ter contado a história à revista germânica "Der Spiegel", no passado mês de outubro, a polícia de Las Vegas reabriu o caso. Mayorga alega que o português a obrigou a praticar sexo anal, pagando-lhe depois 375 mil dólares para que ficasse em silêncio. Ronaldo e os seus advogados negam e dizem que "o sexo foi consensual". Quando abordou o assunto em termos públicos pela primeira vez, no passado dia 22 de outubro, o avançado da Juventus considerou-se "um exemplo, dentro e fora de campo". 

Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como António Costa defenderam o capitão da seleção nacional. 

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