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Casal não quis pagar um milhão de euros e construiu a própria casa no Luxemburgo
Sociedade 18 14 min. 12.01.2022
Habitação

Casal não quis pagar um milhão de euros e construiu a própria casa no Luxemburgo

Antoine e Tessy estão a construir a sua casa, em Erpeldange-sur-Sûre, desde 2019. Querem mudar-se para lá já este ano.
Habitação

Casal não quis pagar um milhão de euros e construiu a própria casa no Luxemburgo

Antoine e Tessy estão a construir a sua casa, em Erpeldange-sur-Sûre, desde 2019. Querem mudar-se para lá já este ano.
Foto: DR
Sociedade 18 14 min. 12.01.2022
Habitação

Casal não quis pagar um milhão de euros e construiu a própria casa no Luxemburgo

Tiago RODRIGUES
Tiago RODRIGUES
Um casal no Luxemburgo não estava disposto a pagar um milhão de euros por uma habitação. Por isso decidiu construir a sua própria casa. Com base num projeto de construção sustentável, ergueu o lar dos seus sonhos com madeira e palha. E pensa mudar-se para lá já este ano.

Quem ouve falar daquela casa em Erpeldange-sur-Sûre, vila pacata no nordeste do Luxemburgo, pode bem pensar que é mentira. Não é fácil acreditar que uma casa foi construída com madeira e palha, em pleno século XXI. É um daqueles casos em que é preciso ver para crer. E quem vê fica impressionado com o que Tessy Eiffener e Antoine Persoons ali têm feito nos últimos anos. 

O casal – ela é luxemburguesa, 46 anos, e ele é belga, 42 – tem estado a construir a sua casa com as próprias mãos. Era um sonho que tinham por realizar. Um projeto de vida. E assim nasceu a obra.

Quando se conheceram, Tessy e Antoine estavam longe de imaginar que um dia iriam juntos erguer aquelas paredes. Foi há 20 anos, numa festa em Liège, a cidade natal dele. Ela estava a trabalhar na Bélgica e foi um amigo em comum que os apresentou. Depois ela foi estudar para Toulouse, em França. Tiveram uma relação à distância durante sete anos.

Reencontraram-se no Luxemburgo, onde ele começou a sua carreira como engenheiro de construção. Mas foi na Alemanha que viveram juntos e tiveram uma filha, agora com oito anos. Depois de tantos encontros e desencontros, decidiram que estava na altura de assentar.

Não queríamos pagar um milhão de euros para ir viver para o Luxemburgo.

A ideia era voltar ao Grão-Ducado, por causa da menina. “Queríamos que a nossa filha frequentasse a escola no Luxemburgo, para que pudesse beneficiar das línguas e do multiculturalismo”, recordou Antoine. Havia, no entanto, um senão.

“Era impossível para nós mudarmo-nos devido ao preço das casas. Tínhamos de gastar quase um milhão de euros para nos mudarmos para o Luxemburgo. Para nós, isso não era possível. Não queríamos fazer isso”, assumiu. A solução, não sendo a mais óbvia, surgiu naturalmente. “Para poupar muito dinheiro, dissemos: ‘bem, nós vamos construí-la’".


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O projeto nasceu em 2016, mas o casal demorou três anos até encontrar o terreno certo. “Encontrámos o terreno em 2019 e temos vindo a construir desde então. Primeiro fizemos as escavações e hoje ainda não estamos no fim. Mas planeamos mudar-nos este ano”, revelou Tessy, enquanto fazia a visita guiada à nova casa.

Só falta terminar o revestimento das paredes, as janelas e depois passar às obras do interior. Por enquanto, estão a viver numa casa alugada em Ettelburck. Mas, nos últimos meses, têm ido trabalhar na sua obra todas as noites, nos fins de semana e nas férias.

Mil fardos de palha

A moradia tem três andares. É um T3, com duas casas de banho, uma grande área de lazer e um jardim. No rés-do-chão há um hall de entrada, uma casa de banho e duche, a cozinha, mais um quarto de dormir ou escritório. “E a sala de jantar com a sala de estar e uma grande janela de quatro metros, que dá acesso ao jardim”, mostrava Tessy, enquanto caminhava pelo espaço em obras, ainda despido de mobília ou equipamentos.

No meio da sala, havia apenas uma mesa com alguns alimentos, café e chá, e outra com um computador em que Antoine vai exibindo as plantas do projeto. A casa também tem uma garagem, onde cabem pelo menos dois carros.

Usámos mil fardos de palha. Na realidade, correspondem a alguns hectares de campos de onde foram recolhidos na aldeia.

Para subir ao primeiro andar ainda é preciso usar uma escada de alumínio. É lá que está o quarto do casal e outro da filha. Mais uma casa de banho e um vestiário. E a lavandaria. Ainda não se fecharam as divisões, mas já dá para ir percebendo onde fica o quê.

Já o segundo e último andar, que é uma espécie de sótão, “vai ser um espaço de lazer onde toda a família pode fazer desporto, por exemplo”, desvendou Tessy. Ali haverá também uma oficina de pintura e uma área de leitura, com uma grande biblioteca. “Por isso é realmente um espaço para o bem-estar e reuniões familiares”, explicou.


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A escolha daquele terreno em Erpeldange-sur-Sûre, uma vila com pouco mais de dois mil habitantes a norte de Ettelbruck, foi uma decisão estratégica. “Queríamos realmente integrar o lado social no nosso projeto. E também ter uma proximidade de todos os estabelecimentos, para não percorrer longas distâncias de carro ou de transporte público. Perto das escolas, da família, um lugar onde não estivéssemos muito longe dos nossos parentes. E, na verdade, das lojas. Esse era o critério”, justificou a luxemburguesa.

Escolhido o local, mãos à obra. A escolha dos materiais foi, no mínimo, peculiar. Quando compraram o terreno, Tessy e Antoine não tinham quaisquer restrições quanto aos tipos de material que queriam usar, desde que respeitassem as normas de construção praticadas no país. Então optaram por materiais que fossem sustentáveis, como a palha e a madeira. Aproveitando tudo o que havia à sua volta. 

“Usámos mil fardos de palha. Na realidade, correspondem a alguns hectares de campos de onde foram recolhidos na aldeia. A palha vem das duas colinas ao lado do nosso terreno. E assim colhemos e embalámos todos estes fardos para construir a nossa casa”, contou Antoine, mostrando uma enorme resma de palha que ainda permanecia no quintal.

A madeira foi comprada a uma serração local perto da nova habitação. “Construímos a nossa casa com um conceito de estrutura de madeira: a técnica GREB. Decidimos fazer uma estrutura de madeira porque esta técnica requer menos madeira”, justificou o belga. Enquanto fazia a visita à casa, Antoine ia revelando pormenores das paredes, com blocos de palha inseridos numa estrutura de madeira.

Depois há o revestimento interior e exterior com gesso calcário. “É um revestimento bastante específico. Todos ficaram muito surpreendidos por saber que utilizámos gesso no exterior”. É o chamado “gesso de Paris”, que vem de Montmorency, para ser exato. “Foi usado no passado em toda a região parisiense. Todas as fachadas foram feitas com esse gesso”, revelou.

Dezenas de voluntários

O gesso de Paris é misturado com cal e serradura, uma mistura que “consome muito pouca energia” no fabrico do material. “É um processo que aprendi na construção ecológica e integramo-lo nas nossas paredes”, disse Antoine. A educação do belga, que tem um mestrado em Gestão de Obras especializado em construção sustentável, deu-lhe uma base muito grande nessa técnica.

“Com a experiência que obtive durante a minha carreira, pude adquirir conhecimentos suficientes para poder iniciar este projeto com a minha família”. No entanto, essa especialização não era suficiente para levar a cabo tamanho desígnio.

A experiência de Antoine era suficiente para começar o projeto e fazer a estrutura da casa e escolher os materiais, mas faltava algum conhecimento sobre aquilo a que se chama autoconstrução. “Para o resto, porque não tínhamos toda a experiência que já adquirimos, tivemos de participar em campos de trabalho participativos, especialmente em França e na Bélgica, para aprender as técnicas de construção em palha”, recordou Tessy. 

Estes campos são baseados em trabalho voluntário, com um construtor que vai ensinando as metodologias. “São frequentemente organizados por plataformas em França e na Bélgica, como o Twiza ou o Bâtacc, e também no Facebook. É nestas plataformas que se podem encontrar frequentemente pessoas que são ‘autoconstrutoras’ e que iniciaram um projeto como o nosso”, acrescentou Antoine.

A nossa construção tenta respeitar três pilares: ambiental, social e económico.

Inspirado por este tipo de trabalho voluntário, o casal contou com a ajuda de dezenas de pessoas ao longo do projeto. “Recebemos pelo menos 30 a 40 voluntários. Até organizámos um curso de construção de palha. E são memórias incríveis, porque há um ambiente muito bom e é completamente diferente da construção tradicional”, relembrou o belga.

“Na construção tradicional, paga-se a alguém e eles fazem um serviço. No voluntariado é completamente o oposto. São as pessoas que vêm por iniciativa delas para ajudar. Isso cria uma dinâmica de ajuda mútua, uma dinâmica social. E é aí que entra a dimensão social do nosso projeto”, acrescentou, recordando que até um amigo português do casal participou na construção.


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Parece haver cada vez mais adeptos da autoconstrução, mas o círculo de pessoas verdadeiramente envolvidas neste tipo de projetos ainda é muito restrito. “A autoconstrução ainda não é algo muito comum. O que nos distingue é que nós temos uma dimensão ecológica no nosso projeto”, explicou Antoine.

Uma das principais razões que motivam mais pessoas a construir as próprias casas é o constante aumento dos preços no Luxemburgo, onde uma habitação pode chegar a custar mais de um milhão de euros. “Se utilizarmos apenas materiais biobaseados e não processados, é mais económico fazê-lo desta forma do que com materiais convencionais, com blocos de alvenaria e cimento”, afirmou o engenheiro. 

“No entanto, é mais complicado. É preciso ter conhecimentos e não existem normas ou dados técnicos que expliquem como o fazer. É preciso obter informação e formação em locais específicos para poder aplicar os materiais”, alertou.

Três pilares da construção

Tessy e Antoine têm continuado as obras mesmo durante o inverno. Mas se durante o verão podiam ficar na casa até à noite, no mínimo até às 22h, agora têm de parar de trabalhar mais cedo devido à falta de luz. “A maior dificuldade nesta altura é que os dias são curtos porque escurece rapidamente. Portanto, é necessário ter alguma luz artificial, tanto no exterior como no interior”, reconheceu o belga. Já o frio “não é realmente um problema”, garantiu. 

“É antes a chuva com o frio que causa mais problemas na construção. Estamos também limitados no trabalho da fachada. Não podemos fazê-lo no inverno porque precisamos de temperaturas acima dos 5 graus para podermos aplicar o material”.

Porém, isso não é um problema para o casal, porque ainda há muitas outras coisas a fazer. “Daremos prioridade a outros trabalhos antes de realizarmos os que são essenciais, como a fachada”, assegurou.

Antoine explica que o princípio da construção sustentável tem base em três pilares: o ambiente, o social e o económico. “A nossa construção tenta respeitar o máximo possível estes três pilares, sem favorecer um em detrimento do outro”, confessou.

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Apesar desse tipo construção ser habitualmente muito caro, o engenheiro garante que é possível encontrar um equilíbrio entre o lado ambiental e o económico. “No nosso caso não é tão caro, porque utilizamos muito materiais que não foram transformados, como palha, madeira e Miscanthus, outro isolante local. Também reduzimos a quantidade de gesso calcário que é aplicada à palha, à medida que a misturamos com serradura, um resíduo de serração que é simultaneamente ecológico e económico. Desta forma, alcançamos os objectivos ecológicos e económicos da construção sustentável”, concluiu Antoine.

No terceiro pilar, o social, o que o casal propõe é a construção participativa. Os voluntários que ajudam o casal são geralmente futuros “autoconstrutores” ou apenas pessoas curiosas ou jovens em reabilitação ou que acabaram de sair da escola e querem aprender as técnicas de construção. “Eles vêm aprender para os seus próprios projetos e apoiam-nos com o seu trabalho”, disse Tessy. Há toda uma experiência que resulta deste encontro.


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Mesmo depois do voluntariado, a relação entre o casal e as pessoas que os ajudaram permanece. “Nós continuamos a dar e a trocar conselhos técnicos. Mais uma vez, é em benefício mútuo”, sublinhou a luxemburguesa. 

Quando terminar a construção do novo lar, o casal quer fazer uma festa de inauguração e convidar todas as pessoas que estiveram envolvidas no projeto. Um momento muito aguardado que poderá estar para breve. “O objetivo é que nos mudemos para a casa já na primavera ou no verão. Nessa altura ainda não estará acabada, por isso viveremos no local em construção. O piso de cima deverá estar terminado e é lá que ficaremos durante o tempo necessário até terminar a obra”, revelou Antoine.

Um sonho tornado realidade

Um dos principais exemplos de ecologia e sustentabilidade da casa de Tessy e Antoine é o jardim, que irá funcionar como uma estufa bioclimática. O objetivo passa não só por plantar alimentos como tomates, alfaces ou curgetes, mas também por criar um sistema de aquecimento através da energia solar. Entre a sala de estar e o jardim, há uma enorme janela que permite a entrada de luz na casa e oferece uma vista quase panorâmica do vale.

Lá fora, estará a estufa, que é quase uma varanda com um telhado. “O objetivo é cultivar plantas e vegetais e fornecer energia solar e aquecimento. Se necessário, é possível abrir a janela para deixar entrar o calor. Se estivermos fora de casa durante o dia e estiver suficientemente quente na estufa, o sistema de ventilação fará circular o calor dentro de casa”, descreveu o belga.

Do ponto de vista energético, a casa é classificada como “AAA”, a categoria mais eficiente e económica, de acordo com os requisitos da regulamentação térmica luxemburguesa. O lado “mais tecnológico” da casa é o sistema de aquecimento, que se limita a um fogão de aquecimento a lenha. A alta inércia deste fogão permite-lhe libertar lentamente o calor à sua volta. Graças ao sistema de ventilação, o calor recuperado por um permutador de calor é distribuído por toda a casa.

“No entanto, como hoje as casas são todas construídas com um sistema fluido, com radiadores ou pisos aquecidos, ainda iremos instalar tubos nos pisos para que no futuro possamos adaptar a casa a outros sistemas de aquecimento. Isso também permite que a casa tenha um valor económico mais elevado em caso de venda”, justificou.

A construção em palha está em plena expansão. Pode tornar-se profissional no Luxemburgo e noutros países da Europa.

Para Antoine, terminar este projeto é como um sonho tornado realidade. “Foi isto que imaginámos ao longo de toda a nossa vida. Elaborámos os planos para que pudéssemos viver com a nossa família nesta casa toda a nossa vida”, contou.

Quanto ao futuro, a ideia é dividir a casa em duas, para que o andar de cima pudesse ser usado por outra família ou pela filha. Então, o casal ficaria a viver no rés-do-chão. “O andar foi equipado e inteiramente concebido para ser acessível a pessoas com mobilidade reduzida, de modo a que, em caso de problemas, se estivéssemos numa cadeira de rodas, pudéssemos continuar a viver na nossa casa o máximo de tempo possível”, disse o belga.


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No fim, o grande objetivo do casal é tornar-se autossuficiente e usar apenas a própria energia que produz. Um modelo que está a inspirar outras pessoas a seguir o caminho da autoconstrução. “Já há pessoas que se inspiram nas plataformas em que estamos, mas é verdade que no Luxemburgo o modo de vida não é o mesmo”, reconheceu Tessy. 

O projeto tem despertado o interesse de muitas pessoas, tanto profissionais como particulares, mas Antoine admite que este tipo de construção ainda não é muito comum. “Há pessoas que o querem fazer e que querem aventurar-se neste desafio. Mas não há muitas. É preciso ter alguns pré-requisitos para se poder aventurar na autoconstrução”.

Ainda assim, o casal acredita que o modelo está a desenvolver-se e que "a construção com palha está a começar a tornar-se mais profissional no Luxemburgo". "A construção em palha está em plena expansão. Está a tornar-se muito profissional em França e na Áustria e penso que deveria seguir o seu curso aqui, como noutros países da Europa", afirmou Antoine, revelando o segredo para o sucesso do seu projeto.

“Para construir a própria casa é necessário haver uma base sólida no casal, porque não é fácil. Há muita tensão. É um grande investimento familiar e é preciso saber como falar dos problemas e como apoiar-se mutuamente. É como autoconstruir a própria família”. E conseguiram. Aquela casa não custou um milhão de euros. Mas, para Tessy e Antoine, tem o valor de um milhão de sonhos.

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