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Capital. Autarquia descarta autocarros com cabines de segurança para motoristas
Sociedade 18.10.2022
Segurança

Capital. Autarquia descarta autocarros com cabines de segurança para motoristas

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Capital. Autarquia descarta autocarros com cabines de segurança para motoristas

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Sociedade 18.10.2022
Segurança

Capital. Autarquia descarta autocarros com cabines de segurança para motoristas

Thomas BERTHOL
Thomas BERTHOL
Linha de autocarros regionais RGTR vão ter cabines de proteção para os motoristas a partir de 2023.

Ao contrário dos autocarros das linhas regionais (RGTR) a autarquia da capital não prevê introduzir cabines de segurança para os motoristas, de forma a prevenir os ataques a estes condutores.

Questionada sobre se ia seguir este exemplo, a comuna da capital refere que não tencionar  instalar equipamentos semelhantes, preferindo "favorecer o contacto direto entre condutores e utilizadores de autocarros a fim de assegurar um serviço ótimo ao cliente, especialmente porque os ataques aos condutores são muito raros".

Até à data, ao longo deste ano foram registados cinco ataques físicos a estes profissionais que conduzem os cerca de 150 autocarros da capital. Em 2021, a houve duas agressões, número menor em relação aos 22 casos de 2018. 

Os serviços da capital explicam que uma agressão física refere-se a "tocar o condutor do autocarro, bater, cuspir, atirar um objeto" e consideram este risco de "muito baixo, uma agressão física em 600.000 viagens efetuadas". 


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Segundo o sindicato, alguns condutores demonstram-se “reticentes em fazer alguns trajetos considerados mais sensíveis”.

E referem ainda que "os condutores dos autocarros AVL e a maioria dos motoristas subcontratados estão preparados para situações delicadas mediante de um curso de formação sobre como lidar com clientes agressivos". 

O ministro da Mobilidade, François Bausch garantiu no verão que os autocarros das linhas RGTR teriam cabines de proteção para os motoristas a partir de 2023, dispositivo que será incluído no orçamento estatal de 2023. A medida surge depois de vários ataques a estes profissionais da rede regional. 

Além das cabines de segurança, desde julho passado, os novos autocarros regionais (RGTR) devem estar equipados com câmaras de vigilância. Na capital, cerca de 50 veículos (um terço do total) também já estão equipados com o sistema, que está previsto abranger "100% dos autocarros a médio prazo". 

(Artigo publicado originalmente no Virgule - Luxemburger Wort.)

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