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Bruxelas quer proibir cigarros eletrónicos com sabor
Sociedade 2 min. 29.06.2022
Saúde

Bruxelas quer proibir cigarros eletrónicos com sabor

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Bruxelas quer proibir cigarros eletrónicos com sabor

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 29.06.2022
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Bruxelas quer proibir cigarros eletrónicos com sabor

Redação
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O objetivo é introduzir uma legislação mais rigorosa para desencorajar o tabagismo, inclusive o uso de cigarros eletrónicos.

A Comissão Europeia propôs, esta quarta-feira, proibir a venda de cigarros com sabor no espaço comunitário.

O objetivo é introduzir uma legislação mais rigorosa para desencorajar o tabagismo, inclusive o uso de cigarros eletrónicos.   


Uma mulher coloca tabuleiros de tabaco a secar, em Sumedan, na Indonésia. Conhecida como a Aldeia do Tabaco, é comum ver-se grandes quantidades desta matéria-prima a secar ao sol, enchendo as ruas, telhados e terraços das casas da aldeia.
O tabaco também está a envenenar o planeta
O cultivo de tabaco está onde deveria estar a comida para as populações pobres, alerta a Organização Mundial de Saúde.

A proibição de venda de produtos aromatizados nos 27 países da UE visa refrear a prática, que está a crescer especialmente entre os jovens. 

"Nove em cada dez cancros pulmonares são causados pelo fumo, por isso queremos tornar o fumo tão pouco atrativo quanto possível para proteger a saúde dos nossos cidadãos e salvar vidas", disse a Comissária da Saúde da UE Stella Kyriakides numa declaração citada pela AFP.

A proposta da Comissão é divulgada um dia depois do Conselho Superior da Saúde belga ter apresentado os resultados de uma investigação que concluem que os cigarros a vapor são menos nocivos que os cigarros normais mas não estão isentos de riscos, noticiou a RTBF. 

Apesar dos investigadores afirmarem que os cigarros eletrónicos  são menos prejudiciais do que o cigarro de tabaco tradicional, alertam que este ainda apresenta riscos em termos de dependência e saúde.


Suíça aceita banir quase por completo a publicidade ao tabaco
Num referendo este domingo, 57% dos eleitores do país concordaram em proibir a publicidade ao tabaco acessível a crianças e adolescentes.

"O tabaco é tão perigoso e tem riscos tão claros e comprovados que o uso de cigarros eletrónicos pelos fumadores melhorará a sua exposição a uma série de contaminantes químicos. Assim, para a sua saúde, é muito melhor começarem a usar cigarros eletrónicos do que continuarem a fumar um cigarro convencional", afirmou Luc Pussemier, especialista científico na avaliação dos riscos para a saúde. Mas o professor avisa que, "para ex-fumadores, o risco é que recaiam e sejam tentados a voltar a fumar". Já "para não fumadores e jovens, recomenda-se que não se deixem tentar por estas novas formas, entre outras coisas por causa dos riscos de dependência".

Em 2019, mais de uma dezena de sociedades científicas e organizações de saúde portuguesas emitiram um documento conjunto alertando que os riscos para a saúde dos cigarros eletrónicos são graves.

Organizações como a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, entre outras, manifestam-se "fortemente preocupadas" com o surgimento de novos produtos de tabaco, lembrando que estes "produzem aerossóis com nicotina e outros químicos". 


Organizações de saúde alertam para riscos do tabaco aquecido
"Atualmente não existe evidência que demonstre que os Produtos de Tabaco Aquecido (PTA) são menos prejudiciais do que o cigarro convencional".

"Afirmar que os Produtos de Tabaco Aquecido (PTA) contêm menos tóxicos não significa que se reduza o risco de doença", sublinhava o documento português, àquela data, acrescentando, entre outros fatores, que eles "contêm nicotina, substância altamente aditiva que existe no tabaco, causando dependência nos seus utilizadores, para além de estarem presentes outros produtos adicionados que não existem no tabaco e que são frequentemente aromatizados".

Os cigarros eletrónicos apareceram à cerca de uma década, sendo apresentados como uma alternativa menos nociva aos cigarros tradicionais, sobretudo para fumadores que pretendiam deixar de fumar. 

Estes produtos representam atualmente um mercado de aproximadamente 10 mil milhões de euros em todo o mundo.    

(Com agências)

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