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Brunei. Elton John e George Clooney apelam a boicote a hotéis com ligação ao Sultão

Brunei. Elton John e George Clooney apelam a boicote a hotéis com ligação ao Sultão

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 31.03.2019

Brunei. Elton John e George Clooney apelam a boicote a hotéis com ligação ao Sultão

Sultunato do Brunei anunciou que vai introduzir pena de morte por apedrejamento em casos de sexo homossexual e adultério.

O cantor britânico Elton John juntou-se a George Clooney no apelo ao boicote dos hotéis de luxo com ligação ao Sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, em protesto contra o anúncio do sultunato em introduzir a pena de morte por apedrejamento em casos de sexo homossexual e adultério no pais.

O cantor, assumidamente homossexual, casado com David Furnish desde 2014 felicitou George Clooney na sua conta na rede social Twitter por  "tomar uma posição contra a discriminação homossexual e o sectarianismo do país - um lugar onde os homossexuais são brutalizados, se não pior, por boicotar os hotéis do Sultão". Num outro Tweet o cantor lista o nome dos hóteis nos quais o líder do Brunei -  que é ao mesmo tempo Sultão e primeiro-ministro - detém uma participação. Os alojamentos situam-me em várias cidades mundiais, incluindo Los Angeles, Londres, Beverly Hills, Paris e Roma. 

George Clooney já tinha feito o mesmo apelo dias antes numa entrevista ao site norte-americano de entretenimento Deadline.

O país anunciou na semana passada a introdução da pena de morte por apedrejamento aplicada a muçulmanos que tenham sexo homossexual e/ou cometam adultério. Paralelamente, a mudança na lei passa a implicar também a amputação de membros em casos de roubo. 

O Brunei é um pequeno território situado na Ásia, a norte da Indonésia, com 430 mil habitantes. Esta monarquia absoluta é liderada pelo Sultão  Hassanal Bolkiah desde 1967. Em 2013, anunciou a introdução da lei islâmica sharia que acabaria por ser adiada até 2019.

Segundo cita a AFP, o gabinete do primeiro-ministro do país divulgou um comunicado este sábado relembrando que o país tem um "sistema judicial dualista", uma parte islâmica que diz respeito à comunidade islâmica (três quartos da população) e outra civil para ser aplicada à restante comunidade não-islâmica. 

"Com a entrada em vigor da lei islâmica a 3 de abril [deste ano], os dois sistemas vão continuar a ser aplicados em paralelo de forma a manter a calma e a ordem e preservar a religião, a vida, a família e os indivíduos independentemente do género, nacionalidade, raça e religião", pode ler-se no documento. 

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