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Brasileiro que participou nos ensaios da AstraZeneca terá tomado um placebo, não a vacina
Sociedade 22.10.2020

Brasileiro que participou nos ensaios da AstraZeneca terá tomado um placebo, não a vacina

Brasileiro que participou nos ensaios da AstraZeneca terá tomado um placebo, não a vacina

Foto: AFP
Sociedade 22.10.2020

Brasileiro que participou nos ensaios da AstraZeneca terá tomado um placebo, não a vacina

O médico do Rio de Janeiro, que trabalhava na linha da frente, integrava o grupo de voluntários não estaria a tomar o imunizante contra a covid-19, doença da qual acabou por morrer.

O voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina da AstraZeneca, desenvolvida com a Universidade de Oxford, e que morreu era um médico de 28 anos, que integrava o grupo que não recebeu uma dose ativa da vacina contra o novo coronavírus, mas sim um placebo.

Apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador e de controlo sanitário do Brasil, ter confirmado a morte do voluntário sem dar mais detalhes, segundo a revista Veja, uma fonte ligada ao consórcio que realiza os testes afirmou que a vítima mortal, o médico do Rio de Janeiro, que trabalhava na linha da frente, integrava o grupo de voluntários que tomava o placebo, e não o imunizante contra a covid-19.  


Covid-19. Brasil reporta morte de voluntário em teste da vacina de Oxford
No início de setembro, a farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes da fase final desta mesma vacina, que está a desenvolver em parceria com a Universidade de Oxford, após uma suspeita de reação adversa séria num participante do estudo.

 A agência Reuters também cita fonte próxima do processo dos ensaios clínicos, que afirmou, esta quarta-feira, 21, que caso a morte estivesse relacionada com a vacina ativa do ensaio clínico, os mesmos teriam de ser interrompidos.

Segundo o jornal 'O Gobo', o médico que se voluntariou estava “na linha de frente ao combate à pandemia”, tendo morrido devido a complicações causas pela covid-19. O médico contraiu a doença em setembro e faleceu no dia 15 deste mês. 

A Anvisa foi avisada da morte do médico esta segunda-feira, 19 de outubro, tendo relatado o facto, em comunicado, no mesmo dia. No entanto, o organismo recusou-se a confirmar se a vítima tomou a vacina ou um placebo, alegando "compromissos de confidencialidade ética".

A vacina da AstraZeneca/Oxford é uma das principais apostas do Brasil contra a covid-19, país onde já foram vacinados aproximadamente 8.000 voluntários nos testes deste imunizante.  


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