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Bem-estar mental no trabalho. Luxemburgo é o terceiro país da UE onde há mais queixas
Sociedade 2 min. 13.10.2021
Trabalho

Bem-estar mental no trabalho. Luxemburgo é o terceiro país da UE onde há mais queixas

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Bem-estar mental no trabalho. Luxemburgo é o terceiro país da UE onde há mais queixas

Sociedade 2 min. 13.10.2021
Trabalho

Bem-estar mental no trabalho. Luxemburgo é o terceiro país da UE onde há mais queixas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Em 11 dos 27 Estados-membros, onde se inclui o Grão-Ducado, a percentagem de pessoas que reportaram riscos mentais relacionados com o trabalho que exercem foi mais de metade do total de pessoas empregadas.

Na União Europeia, quase metade das pessoas empregadas com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos - 44,6%- , declara enfrentar fatores de risco para o seu bem-estar mental no trabalho.

Em 11 dos 27 Estados-Membros, refere o relatório do Eurostat, publicado esta terça-feira, referente a dados de 2020, a percentagem de pessoas que reportaram riscos mentais relacionados com o trabalho que exercem foi mais de metade do total de pessoas empregadas.


Saúde mental. Pandemia afetou 83% das mulheres na Europa
O impacto psicológico da covid-19 também é preocupante nas crianças e jovens, revela um estudo europeu hoje divulgado. Na população masculina a crise sanitária afetou 36% dos homens. Portugal é o país com mais problemas do foro mental.

Neste grupo, o Luxemburgo aparece no terceiro lugar entre os países com os valores mais elevados. No Grão-Ducado, 67,4% dos trabalhadores afirmaram enfrentar fatores de risco para o seu bem-estar mental, no seu trabalho. À frente do Luxemburgo ficaram a Suécia (76,4%) e a Grécia (69,1%). Já a República Checa (33,8%), Lituânia (26,7%) e Alemanha (25,8%) apresentaram as percentagens mais baixas.

O relatório do Eurostat mostra que, no que diz respeito aos fatores de risco mais comuns no trabalho para a saúde física, as posições cansativas ou dolorosas foram as mais mencionadas pelos trabalhadores, afetando 13,2% da população empregada na UE. Seguiram-se as atividades envolvendo forte concentração visual (10,0%), manuseamento de cargas pesadas (9,1%) e movimentos repetitivos das mãos ou dos braços (8,7%).

As posições cansativas ou dolorosas foram vistas como um risco mais pelas mulheres do que pelos homens (14,5% face a 12,2%), assim como os movimentos repetitivos, que foi apontado como um fator de risco físico mais grave por 10,8% das mulheres contra 7,0% dos homens. 

A maior diferença de género foi observada na utilização de máquinas ou ferramentas manuais e veículos, com 10,3% dos homens a consideraram-no o fator de risco mais grave no trabalho, em comparação com 2,4% das mulheres.

No que respeita aos acidentes de trabalho, de onde parte o relatório do gabinete de estatísticas europeu, o ano de 2020 ficou marcado por um recuo nos acidentes de trabalho na UE.


Luxemburgo. Mais de 16 mil acidentes de trabalho em 2019
Houve mais de 16.000 acidentes de trabalho em 2019 no Luxemburgo. Dados divulgados hoje pela Associação de Seguro Acidente (AAA) dão conta de 16.142 acidentes de trabalho, 3.649 ocorridos a caminho do local trabalho e ainda 127 casos de doenças profissionais.

Segundo o Eurostat, 2,4% das pessoas empregadas ou não empregadas, mas que tinham trabalhado durante o ano anterior ao inquérito, relataram pelo menos um acidente de trabalho nos 12 meses anteriores. O que reflete uma percentagem inferior aos 2,8% registados em 2013 e que pode ser explicada, em parte, pelo impacto da pandemia na paragem de vários setores económicos. 

A categoria profissional com a maior percentagem de pessoas que relataram um acidente de trabalho na UE, em 2020, foi a dos trabalhadores ligados a setores de manufatura (4,4%), seguida da dos operadores e montadores de máquinas e instalações e da dos trabalhadores qualificados da agricultura e pescas (ambos com 3,4%). 

A Finlândia (9,6%), Suécia (5,0%) e França (4,6%) apresentaram, em 2020, as maiores taxas de acidentes de trabalho. O Luxemburgo aparece em quinto lugar (3,4%) e Portugal em sexto (3,2%). 

A Lituânia (0,5%), Bulgária e Hungria (0,7% cada) foram os países que registaram as menores percentagens de acidentes de trabalho reportados.



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