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Bélgica e Holanda. Duas pessoas curadas voltam a testar positivo para o coronavírus
Sociedade 2 min. 25.08.2020 Do nosso arquivo online

Bélgica e Holanda. Duas pessoas curadas voltam a testar positivo para o coronavírus

Bélgica e Holanda. Duas pessoas curadas voltam a testar positivo para o coronavírus

Foto:Guy Jallay
Sociedade 2 min. 25.08.2020 Do nosso arquivo online

Bélgica e Holanda. Duas pessoas curadas voltam a testar positivo para o coronavírus

Redação
Redação
Segundo os médicos, o código genético da segunda infecção em ambos os pacientes é muito diferente do da primeira.

Depois que um primeiro caso detectado em Hong Kong, na passada segunda-feira, dois casos de novas infecções de coronavírus em pacientes curados, na Bélgica e na Holanda, levantam preocupação.  


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Esta descoberta poderá representar um revés para quem defende uma estratégia contra a atual pandemia sustentada na aquisição de uma presumível imunidade após a doença ser superada.

Na Holanda, trata-se de um paciente idoso com um sistema imunológico fraco, disse a virologista e conselheira do governo holandês, Marion Koopmans, numa rádio holandesa na manhã de terça-feira. Segundo ela, toda infecção Sars-CoV-2 possui uma “impressão digital genética única”. 

Os testes realizados no paciente mostraram que o código genético da segunda infecção era claramente diferente do da primeira. A especialista não avançou mais detalhes sobre estado do paciente.

A virologista não se surpreende com uma nova infecção. “Sabemos por outras infecções respiratórias que não estamos protegidos para o resto da vida e também não esperamos isso da covid-19.” Agora, deve examinar-se se realmente ocorre com mais frequência ou se são apenas casos individuais.

O caso de uma chamada reinfecção também foi relatado na Bélgica. Como o virologista Marc Van Ranst disse à VTM na noite de segunda-feira, um paciente adoeceu novamente após três meses. 

Numa análise da sequência de genes dos vírus detetados, descobriu-se que o vírus apresentava onze mutações na segunda doença. "Esta não é uma boa notícia", disse Van Ranst. Espera-se agora que se trate de exceções e que a imunidade, na maioria dos casos, dure mais de quatro meses.

Já na segunda-feira, soube-se que pesquisadores de Hong Kong, segundo suas próprias declarações, haviam detectado outra infecção de covid-19 num paciente que já se recuperava há algum tempo.


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À excepção do sudeste asiático e Mediterrâneo oriental, o número de infetados e mortos está a cair.

Mais de meio ano após o aparecimento do Sars-CoV-2, inicialmente não se sabia muito sobre possíveis infecções reincidentes. Os poucos relatórios sobre esses casos levantaram muitas questões, como também escreve a OMS. Não existem estudos que vigiem as pessoas durante anos após uma infecção. 

Após investigações em laboratório, os pesquisadores presumem que uma infecção que tenha passado poderia, pelo menos temporariamente, fornecer proteção contra infecções futuras. 

Edição de Ana Patrícia Cardoso. 

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