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Autoridade europeia ainda não recomenda certificados de vacinação como autorização para viajar
Sociedade 3 min. 23.02.2021

Autoridade europeia ainda não recomenda certificados de vacinação como autorização para viajar

Autoridade europeia ainda não recomenda certificados de vacinação como autorização para viajar

Foto: Pixabay
Sociedade 3 min. 23.02.2021

Autoridade europeia ainda não recomenda certificados de vacinação como autorização para viajar

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
A questão vai ser debatida quinta-feira pelos líderes europeus e depende de decisões políticas e científicas. Mas ainda não se sabe se um vacinado pode ou não transmitir covid-19.

Até ao momento, e desde 27 de dezembro, foram dadas 45.7 milhões de doses de vacinas na União Europeia. No próximo trimestre sairão das fábricas para os 27 países um total de 300 milhões de doses das três vacinas já aprovadas para uso na União Europeia (Moderna, Pfizer e AstraZeneca), disse hoje aos jornalistas o vice-presidente da Comissão Maros Sefcovic. E, por isso, alertou, “os países vão precisar de uma grande capacidade logística para estes três meses. Pedimos aos países para se prepararem para esta tarefa muito importante de administrar estes 300 milhões de doses em abril, maio e junho”.

A perspetiva é a de corresponder ao objetivo da Comissão de vacinar 70% da população até ao verão e estas doses estão previstas para ajudar a alcançar essa meta.


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Da parte da produção, a Comissão criou uma 'task force' liderada pelo comissário Thierry Breton para pressionar os laboratórios e as fábricas e garantir que em todas as fases do processo não há ruturas ou falhas. 

Ontem, Breton fez uma operação de charme na visita à emblemática fábrica da Pfizer em Puur, a 30 km de Bruxelas, e de onde saíram as primeiras vacinas para a Europa. Breton colou um selo com o azul da UE nas caixas das vacinas prontas a serem expedidas.

 Certificados de vacina: digitais ou em papel e para que servem?

Na conferência de imprensa desta terça-feira, com os ministros dos Assuntos Europeus, a secretária de Estado Ana Paula Zacarias referiu que a discussão sobre os certificados de vacinações e a sua inter operacionalidade ainda está numa fase inicial. “É um assunto muito relevante, é importante discutirmos o formato, se vai ser físico ou digital e que informações contém. Vamos continuar esta discussão ainda estamos a começá-la e vai levar tempo a perceber que uso lhe vamos dar”. 


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O certificado de vacinação tem sido um assunto politicamente polémico, com alguns países, entre os quais o Luxemburgo, a não aceitarem que o documento sirva como livre trânsito para viajar entre os países.

Mas, para já, o que estará a ser discutido na cimeira europeia que vai juntar os chefes de Estado e de governo na próxima quinta-feira, dia 25, é o uso de um ponto vista exclusivamente médico. 

“Será como o nosso boletim de vacinas amarelo emitido desde há muitos anos pela OMS. Mas para poder eventualmente ser no futuro usado como “passaporte” estamos a discutir se será digital ou eletrónico”, salientou Sefcovic. Mas, disse o comissário, ter um certificado de vacinação “nunca deverá ser na União Europeia um pré-requisito para passar fronteiras dentro do espaço Schengen”. 

Por outro lado, explicou, seria preciso que essa medida tivesse suporte técnico, ou seja, que se soubesse que uma pessoa vacinada não representaria perigo para os outros. E, disse, “ainda esta semana recebemos informação do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) de que não se sabe ainda se uma pessoa vacinada pode ser contagiosa ou não”. 

Mas, tecnicamente, este ponto de vista pode mudar, uma vez que estão a decorrer estudos à medida que as campanhas e vacinação se desenrolam.

A questão de fronteira 

As fronteiras serão outro dos tópicos em cima da mesa dos líderes europeus. Na reunião que antecipou a cimeira dos próximos dias, segundo a governante portuguesa Ana Paula Zacarias, foi discutida a importância de manter o mercado único a funcionar, mesmo com algumas medidas restritivas nas fronteiras, mas de forma dirigida e proporcional.

“É um assunto muito complexo. Há recomendações conjuntas do Conselho, mas são apenas recomendações, não são imposições”, disse. O comissário Reynders e a comissária Vera Jourová enviaram recentemente cartas aos países para tentarem manter as fronteiras o mais livres possível, adiantou Ana Paula Zacarias. “Espero que no próximo conselho os líderes cheguem a acordo sobre a necessidade de cumprirem as regras comuns”, salientou.

 

 

 

 

 

 

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