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Autópsia de João Rendeiro marcada para terça-feira
Sociedade 2 min. 16.05.2022
África do Sul

Autópsia de João Rendeiro marcada para terça-feira

O ex-banqueiro na sala de tribunal em Verulam, Durban, África do Sul, numa das sessões de audiência após a detenção, em dezembro de 2021.
África do Sul

Autópsia de João Rendeiro marcada para terça-feira

O ex-banqueiro na sala de tribunal em Verulam, Durban, África do Sul, numa das sessões de audiência após a detenção, em dezembro de 2021.
Foto: Luís Miguel Fonseca/Lusa
Sociedade 2 min. 16.05.2022
África do Sul

Autópsia de João Rendeiro marcada para terça-feira

Lusa
Lusa
O ex-banqueiro português foi encontrado morto na quinta-feira passada na prisão de Westville, na África do Sul.

A autópsia do ex-banqueiro português João Rendeiro vai ser feita na terça-feira, disse esta segunda fonte da morgue de Pinetown, subúrbios de Durban, (África do Sul) onde será realizada. "Temos as nossas razões" para o agendamento ter sido marcado para terça-feira, referiu.

Questionada sobre se tal está relacionado com a investigação à morte na prisão de Westville, a mesma fonte manteve a resposta, alegando o decorrer da investigação, acrescentando apenas: "temos de ser objetivos" no trabalho de autópsia.

Outra fonte dos serviços forenses explicou à Lusa que a diligência até poderia ser feita esta segunda, mas foi preciso conciliar a agenda com a de um médico legista considerado importante para acompanhar o caso. O especialista, que costuma acompanhar autópsias em Pinetown, "só pode estar presente na terça-feira", referiu. Os cuidados estão relacionados com a investigação em curso, acrescentou. 

A morgue de Pinetown costuma receber os corpos de falecidos na prisão de Westville, onde Rendeiro estava detido, por ser a que se encontra mais perto, a cerca de 10 quilómetros do estabelecimento penitenciário.


Os cinco meses entre a detenção e a morte de João Rendeiro na África do Sul
João Rendeiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros. No dia 28 de setembro do ano passado, anunciou no seu blogue que não iria regressar a Portugal por se sentir injustiçado.

Fonte da morgue disse também que é expectável que a autópsia num caso como o de Rendeiro possa demorar cerca de duas horas, determinando o que causou a morte, "excluindo" outras suspeitas que a polícia tenha. Os resultados serão depois anexados ao processo policial, em data por designar, acrescentou.

O corpo do ex-banqueiro foi reconhecido na sexta-feira pelo cônsul-honorário de Portugal em Durban, Elias de Sousa, que no sábado voltou à morgue para tratar de documentação relacionados com o caso.

João Rendeiro, de 69 anos, foi encontrado morto na quinta-feira na prisão de Westville, segundo uma nota do Departamento de Serviços Penitenciários, que excluiu o envolvimento de terceiros.

"Ele estava numa cela única quando se enforcou. Foi depois de trancado, portanto, ninguém podia estar envolvido ou ter acesso a ele", explicou à Lusa o porta-voz dos serviços prisionais da África do Sul, Singabakho Nxumalo.

Por seu turno, o Ministério Público sul-africano anunciou que vai manter a sessão preparatória do julgamento da extradição de João Rendeiro, agendada para dia 20, sexta-feira, para apresentar o certificado de óbito do ex-banqueiro e encerrar as diligências do processo de extradição.


O fundador e ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, à saida do Campus de Justiça onde decorre o julgamento do processo relacionado com o veículo criado no universo BPP para investir especificamente em ações do Banco Comercial Português (BCP), onde é acusado pelo Ministério Público de burla qualificado, em Lisboa, 12 de fevereiro de 2014. O julgamento de três ex-gestores do BPP, João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, tem início esta manhã enquanto decorre a investigação do processo principal do caso BPP. MÁRIO CRUZ / LUSA
Crimes & escapadelas
Confirma-se a velha maldição: nenhum banqueiro é preso em Portugal. Os lesados, lesados ficam. Na arte de fugir, Rendeiro não está só.

O antigo presidente do BPP estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro de 2021, após três meses de fuga à justiça portuguesa para não cumprir pena em Portugal.

João Rendeiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

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