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Austrália. Descoberto recife com mais de 500 metros de altura
Sociedade 28.10.2020

Austrália. Descoberto recife com mais de 500 metros de altura

SuBastian, o veículo operado à distância que permitiu a descoberta.

Austrália. Descoberto recife com mais de 500 metros de altura

SuBastian, o veículo operado à distância que permitiu a descoberta.
Foto: Schmidt Ocean Institute/dpa
Sociedade 28.10.2020

Austrália. Descoberto recife com mais de 500 metros de altura

A descoberta do recife gigante é a primeira deste género em mais de um século.

Cientistas australianos descobriram no extremo norte da Grande Barreira de Corais, ao largo da costa nordeste da Austrália, um recife isolado com mais de 500 metros de altura.

O recife vertical "tipo lâmina", mais alto que o Empire State Building em Nova Iorque, foi encontrado durante um exercício de mapeamento do fundo marinho em 3D, realizado a partir de um navio do Schmidt Ocean Institute (EUA).

Segundo Tom Bridge, o principal investigador da expedição científica a bordo do navio, o recife tem 1,5 km de largura na sua base e [o topo] cresceu meio quilómetro até cerca de 40 metros da superfície.


An undated handout photo received from ARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies on April 19, 2018 shows a mass bleaching event of coral on Australia's Great Barrier Reef. 
The Great Barrier Reef suffered a "catastrophic die-off" of coral during an extended heatwave in 2016, threatening a broader range of reef life than previously feared, a report revealed on April 19, 2018. / AFP PHOTO / ARC Centre of Excellence for Cor / MIA HOOGENBOOM
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O ministro do Ambiente e da Energia da Austrália, Josh Frydenberg, anunciou hoje um investimento de 500 milhões de dólares australianos (313 milhões de euros) para proteger a Grande Barreira, o maior sistema de coral do mundo.

"O que se destaca é que ainda sabemos muito pouco sobre grande parte do oceano, mesmo sobre a Grande Barreira de Corais", disse Bridge. A Grande Barreira de Corais tem 344.000 quilómetros quadrados (cerca de 133 vezes maior do que o Luxemburgo) e apenas cerca de 6 ou 7% disso é típico de recifes de águas rasas.

A descoberta deste recife gigante é a primeira deste género em mais de um século, segundo um comunicado divulgado esta quarta-feira pela Universidade James Cook, da Austrália, que participou na expedição.

"Sabemos mais sobre a superfície da lua do que sabemos sobre o que está nas profundezas para além das nossas costas", afirmou o investigador. Os recifes separados estão alojados no fundo do oceano ao largo da plataforma continental mas não fazem parte do corpo principal da Grande Barreira de Corais. 

O recife agora descoberto não parece ter muitos corais duros na sua secção superior, mas tem uma "abundância incrível" de esponjas, leques de mar e corais moles, sugerindo que a área é rica em nutrientes transportados por fortes correntes e subidas de águas profundas. 

Bridge disse que a câmara do robot submarino utilizada para explorar o recife mostrou que este constitui o habitat de muitos peixes, incluindo minúsculos peixe-machado e de ponta prateada, e tubarões cinzentos do recife.

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