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Ativistas afegãs obrigadas a fugir após escalada da repressão dos Taliban
Sociedade 20.01.2022 Do nosso arquivo online
Afeganistão

Ativistas afegãs obrigadas a fugir após escalada da repressão dos Taliban

Mulheres protestam em Cabul.
Afeganistão

Ativistas afegãs obrigadas a fugir após escalada da repressão dos Taliban

Mulheres protestam em Cabul.
AFP
Sociedade 20.01.2022 Do nosso arquivo online
Afeganistão

Ativistas afegãs obrigadas a fugir após escalada da repressão dos Taliban

AFP
AFP
Várias ativistas dos direitos das mulheres afegãs denunciaram que estão em fuga para escapar da repressão taliban, poucos dias depois destes usarem spray pimenta em manifestantes.

Desde que voltaram ao poder em agosto, os Taliban têm vindo a restringir liberdades, sobretudo para as mulheres. Ainda que não sejam descaradamente implementadas, estas restrições têm algumas semelhanças com o período de repressão da primeira vez que subiram ao poder, de 1996 a 2001. 

Esta semana, os relatos de quatro ativistas à AFP revelam invasões a diversas casas, durante a noite de quarta-feira e, pelo menos, uma mulher terá sido presa. Um outro vídeo de uma segunda mulher em perigo, alertando para os Taliban à sua porta circulou nas redes sociais. O paradeiro das duas mulheres é agora desconhecido. 

"Não podemos ficar em nossas casas, mesmo à noite", disse à AFP um os testemunhos, que pediu para não ser identificado por motivos de segurança.

Algumas das ativistas, que se comunicam pelo WhatsApp, disseram que trocam de esconderijo diariamente e descartam telefones com regularidade para evitarem serem apanhadas. 

Sair à rua pela liberdade

Um pequeno grupo de ativistas mulheres tem arriscado a vida ao tomar as ruas de Cabul para se manifestar contra o regime Taliban, que aos poucos tem tirado as mulheres da vida pública.

No domingo, as forças do Governo dispararam spray pimenta contra as mulheres que se manifestavam e várias disseram que foram seguidas depois.

A Human Rights Watch condenou o que chamou de "repressão violenta" aos protestos. Isto "marca uma escalada alarmante e ilegal de esforços para suprimir protestos pacíficos e liberdade de expressão no Afeganistão", disse a HRW na terça-feira.


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