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Associação de 'mayors' recebe Prémio Gulbenkian para a Humanidade
Sociedade 26.10.2021
Alterações climáticas

Associação de 'mayors' recebe Prémio Gulbenkian para a Humanidade

Michael Bloomberg foi mayor de Nova Iorque entre 2001 e 2013 e tem-se assumido um defensor da causa ambiental.
Alterações climáticas

Associação de 'mayors' recebe Prémio Gulbenkian para a Humanidade

Michael Bloomberg foi mayor de Nova Iorque entre 2001 e 2013 e tem-se assumido um defensor da causa ambiental.
Foto: AFP
Sociedade 26.10.2021
Alterações climáticas

Associação de 'mayors' recebe Prémio Gulbenkian para a Humanidade

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Em 2020 Greta Thunberg recebeu o prémio no valor de 1 milhão de euros. Este ano o galardão para lutar contra a crise climática foi atribuído a uma associação co-presidida pelo antigo mayor de Nova Iorque, Michael Bloomberg, e pelo vice-presidente executivo da CE, Frans Timmermans.

O prémio no valor de 1 milhão de euros foi anunciado esta terça-feira por Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, uma das principais fundações portuguesas, com atividade no mecenato cultural, saúde e desenvolvimento. 

O júri do prémio da fundação portuguesa considerou que o "o papel decisivo de milhares de cidades para tomar medidas específicas e de peso para combater a crise climática demonstra o alcance global desta organização. O prémio Gulbenkian irá apoiar o Global Covenant of Mayors a aumentar a mitigação voluntária e adaptação às alterações climáticas com um foco especial em dois projetos em África".

A Global Covenant of Mayors for Energy and Climate Action (GCoM) foi escolhida entre 113 candidatos de 48 países. É co-presidida pelo antigo presidente da câmara de Nova Iorque Michael Bloomberg e pelo vice-presidente executivo da Comissão Europeia responsável pela pasta do Clima, Frans Timmermans. 

A GCoM é co-presidida pelo vice-presidente executivo da Comissão Europeia responsável pela pasta do Clima, Frans Timmermans.
A GCoM é co-presidida pelo vice-presidente executivo da Comissão Europeia responsável pela pasta do Clima, Frans Timmermans.
Foto: AFP

Há mais de 11 mil cidades inscritas na GCoM, uma associação que tem como missão reduzir o impacto das cidades nas emissões de gases com efeito de estufa e prepará-las para uma economia de baixo carbono. Segundo o comunicado da Gulbenkian, a atribuição do prémio "não podia ser mais oportuna, uma vez que mais de metade da população mundial reside em áreas urbanas e as cidades representam mais de 70% das emissões".


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Frans Timmermans salientou que "as cidades são pioneiras na corrida às emissões zero e este prémio reconhece a urgência de lutar contra a emergência climática no mundo". O dinheiro do prémio – na sua segunda edição - será aplicado em projetos no Senegal e nos Camarões, selecionados pela sua ambição na transição energética e resiliência às alterações climáticas.

Segundo as estimativas apresentadas no site da GCoM, em 2030, as cidades e os governos locais inscritos nesta associação "poderão alcançar 2,3 mil milhões de toneladas de redução de dióxido de carbono por ano, o equivalente à redução de tráfego automóvel dos EUA, China, França, México, Rússia e Argentina combinados".

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