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As 'fake news' que circularam durante a campanha brasileira

As 'fake news' que circularam durante a campanha brasileira

Foto: AFP
Sociedade 8 2 min. 28.10.2018

As 'fake news' que circularam durante a campanha brasileira

Catarina OSÓRIO
Após o 'exército' de notícias falsas que inundaram a internet nas eleições presidenciais americanas, as redes sociais foram mais uma vez utilizadas de forma massiva para espalhar 'fake news' durante a campanha para as eleições brasileiras. O país vai novamente a votos este domingo para a derradeira decisão: Bolsonaro ou Haddad?

O fenómeno das 'fake news' voltou a atingir dimensões preocupantes nas eleições presidenciais brasileiras. Em várias redes sociais, Twitter, Facebook e Whats App têm circulado pela internet, com o objetivo criar ruído e espalhar desinformação, sobretudo do lado do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro. Uma investigação do jornal brasileiro Folha de São Paulo descobriu recentemente que o exército de desinformação online criado pelo grupo brasileiro Raposo Fernandes Associados foi crucial para a formação de uma enorme rede de apoio ao candidato brasileiro, sobretudo no Whats App.

Reagindo à investigação do jornal, o Facebook encerrou 68 páginas ligadas a Bolsonaro na semana passada. O candidato fez quase toda a sua campanha através do Facebook, Twitter e Instagram, onde tem 14 milhões de seguidores, contra 2,8 milhões de Haddad. Foi aqui, aliás, que várias mensagens têm circulado nos últimos meses. Veja aqui algumas delas:

A imagem de uma alegada manchete do jornal Folha de S. Paulo fazia capa com uma notícia falsa de uma alegado encontro de Bolsonaro com o bispo Edir Macedo sobre a troca da imagem da Santa padroeira do Brasil. Há vários dias, Bolsonaro acusou o jornal brasileiro de ser "o maior fake news do Brasil".
A imagem de uma alegada manchete do jornal Folha de S. Paulo fazia capa com uma notícia falsa de uma alegado encontro de Bolsonaro com o bispo Edir Macedo sobre a troca da imagem da Santa padroeira do Brasil. Há vários dias, Bolsonaro acusou o jornal brasileiro de ser "o maior fake news do Brasil".


A imagem da já falecida atriz brasileira Beatriz Sagal circulou nas redes sociais, onde se alegava que Beatriz teria sido espancada na rua porque era apoiante de Bolsonaro. Quando era viva a atriz sofreu um acidente que a deixou neste estado.
A imagem da já falecida atriz brasileira Beatriz Sagal circulou nas redes sociais, onde se alegava que Beatriz teria sido espancada na rua porque era apoiante de Bolsonaro. Quando era viva a atriz sofreu um acidente que a deixou neste estado.

A criação de um kit gay pelo opositor de Bolsonaro, Haddad, é outra das invenções que circulou na campanha. Fernando Haddad é defensor do projeto "Escola sem Homofobia", que defende a ideia contrária do anterior anúncio, em prol da inclusão social.

Esta imagem de Adélio Bispo (a vermelho) - o homem que agrediu Bolsonaro em setembro passado - presente numa ação de campanha do ex-presidente do PT, Lula da Silva, é falsa. E serviria para dar a ideia de que o PT estaria por trás do ataque ao candidato de extrema-direita. Na imagem real (a segunda), não há nenhum homem parecido com Adélio Bispo entre os três homens atrás de Lula.

A candidata à vice presidência do PT, Manuela D'Avilla, teria vestido uma t-shirt que diria alegadamente ''Jesus é travesti''. A foto é, no entanto, uma montagem que andou a circular pelas redes sociais. Na realidade, a t-shirt vestida pela candidata dizia: "rebele-se!".

Noutra notícia falsa que circulou nas redes sociais, a apresentadora da Globo Fátima Bernardes teria pago a remodelação da casa do agressor de Bolsonaro. A apresentadora viu-se obrigada a desmentir o sucedido na sua conta de Instagram. Cerca de 147,3 milhões de eleitores são chamados este domingo às urnas para decidir quem será o próximo presidente da República brasileiro, numa disputa entre a extrema-direita com Jair Bolsonaro e a esquerda com Fernando Haddad.


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